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Papa lamenta que os cuidadores não tenham reconhecimento e remuneração adequados

Numa mensagem pública esta quarta-feira, o Papa Francisco lamentou que os cuidadores de idosos ou de pessoas mais fracas "não recebam o reconhecimento ou a remuneração que merecem".
Foto de Casa Rosada
Foto de Casa Rosada

Numa audiência geral com fortes medidas de segurança devido à crise sanitária, o Papa Francisco falou com cerca de quinhentas pessoas reunidas no pátio de San Dámaso.

Na sua catequese, começou por declarar que “devemos apoiar aqueles que cuidam dos mais fracos, dos enfermos e dos idosos”.

“Essas pessoas, bem definidas pelo termo 'cuidadores', desempenham um papel essencial na sociedade atual, embora muitas vezes não recebam o reconhecimento ou a remuneração que merecem”, continuou.

Lamentou também que o trabalho de cuidar a natureza e da "revolução pacífica" dos movimentos indígenas e populares não esteja a ser apreciado e, inclusivamente, que esteja a ser prejudicado.

De acordo com a Entidade Reguladora da Saúde, Portugal tem a "menor taxa de prestação de cuidados não domiciliários" da Europa e "uma das menores taxas de cobertura de cuidados formais". 

O Estatuto dos Cuidadores foi uma das bandeiras de Marisa Matias que, no Parlamento Europeu, foi relatora da estratégia europeia de combate à Alzheimer e outras demências, cujo relatório foi aprovado, e foi uma das principais promotoras da criação, em Portugal, do Estatuto do Cuidador Informal, que viria a ser formalizado e aprovado através de um projeto do Bloco de Esquerda, em 2019.

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