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País vive “permanente sobressalto” com governo “incapaz de dar respostas” aos problemas do país

Durante o encerramento da sessão sobre habitação “Onde Vamos Viver?”, e perante uma sala cheia, Catarina Martins fez referência aos casos do ex-ministro das Infraestruturas Pedro Nuno Santos e do ministro das Finanças, Fernando Medina, e ao facto de o governo ser incapaz de responder às crises da Habitação e Educação.
Fotos Esquerda.net.

“Vivemos neste permanente sobressalto de um Governo com casos e mais casos e incapaz de dar respostas, enredado sempre em meias respostas que se vão contradizendo”, afirmou Catarina Martins.

A coordenadora do Bloco referiu que “está a ser muito difícil debater soluções para o país, porque estamos a viver nesse permanente sobressalto de cada caso que vai sucedendo”.

“O ex-ministro das Infraestruturas, pelos vistos, sabia que a TAP tinha pago meio milhão de prémio a Alexandra Reis. O ministro das Finanças continua a garantir que paga sempre todas as contas sem nunca olhar para a fatura”. Aliás “a única fatura de que fala, e que é também tema, é dizer que não pode haver despesa estrutural na educação e, portanto, estar a anunciar ao país que qualquer negociação entre o Ministério da Educação e os professores é uma farsa, porque não haverá condições, não haverá investimento nas condições de trabalho das escolas”, exemplificou Catarina.

A dirigente bloquista afirmou ainda que o país tem vivido “esta perplexidade de um Governo que convive tão bem com o privilégio da elite de uma forma tão displicente, não sabendo quem é que autorizou o quê, quando...tudo tão normal”.

Catarina acusou o governo de não ter “nenhum plano” para quem vive do seu salário e está com tanta dificuldade face aos preços que aumentam.

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