À porta da Escola EB1,2,3 Pedro de Santarém, Manuel Barata, presidente da Associação de Pais, disse à Lusa que “a situação é muito preocupante, porque já passou quase um mês sobre o início das aulas e ainda faltam 23 professores na escola. Além de tudo está a ser afetado um direito que a Constituição prevê, que é o direito à educação”.
“Todos os anos há problemas na colocação de professores, mas este ano ultrapassou todos os limites”, disse Manuel Barata, acrescentando que “se a situação não for resolvida, o Ministério da Educação deverá pensar no alargamento do período do ano escolar”.
Naquela escola faltam quatro professores do 1º ciclo e cerca de 15 professores do 2º e 3º ciclos, uma situação que leva a que haja “alunos sem professores a quatro disciplinas, vindo à escola diariamente para uma ou duas aulas, em horários de quatro ou cinco disciplinas diárias”, informa a Associação de Pais. A falta de professores atinge 500 alunos, mais de um terço dos alunos que frequentam aquela escola.
“Todos os anos há problemas na colocação de professores, mas este ano ultrapassou todos os limites”, disse Manuel Barata, acrescentando que “se a situação não for resolvida, o Ministério da Educação deverá pensar no alargamento do período do ano escolar”.
O deputado bloquista Luís Fazenda participou no protesto de pais e alunos e já tinha questionado Nuno Crato na semana passada sobre a situação daquela escola e de outras treze que foram excluídas, por erro do Ministério, da Bolsa de Contratação de Escola.
Apesar das promessas de Nuno Crato, feitas após o pedido de desculpa em resposta às perguntas de Luís Fazenda no plenário parlamentar, o Bloco denunciou o caso de três escolas - a Pedro de Santarém, a Jorge Barradas e a escola do Bairro da Boavista - que continuam sem poder colocar professores.
"Se nas primeiras duas escolas o número de professores em falta não impede que as crianças permaneçam na escola apesar de não terem aulas, na escola do Bairro da Boavista o número de professores em falta é tão elevado que os alunos são enviados de volta para casa por ordens da escola, obrigando muitos pais a não trabalhar enquanto o problema não for resolvido", alerta o requerimento entregue a 1 de outubro por Luís Fazenda na Assembleia da República.