“É lamentável que nesta altura o Ministério avance para duas novas fases concursais sem realmente serem tornadas públicas as listas das colocações. Temos um provérbio popular que refere que ‘quem não deve não teme’ e, nós duvidamos que estas listas estejam corretas”, afirmou César Israel Paulo, presidente da Associação Nacional dos Professores Contratados, à agência Lusa.
O dirigente associativo considera que o Ministério de Nuno Crato “continua a fazer um jogo de números de que não há prova de que são verdadeiros”, exigindo que seja divulgada a lista para “todos verem a minúcia com que o trabalho foi feito”.
“Este anúncio do secretário de Estado não resolve os erros que estão para trás, porque não devolve aos alunos os professores, ou seja, há um prejuízo para os alunos porque tiveram menos aulas”, disse Mário Nogueira.
Por seu lado, a Fenprof afirma que o anúncio do Secretário de Estado “não resolve erros e não traz nenhuma novidade”, já que os dois procedimentos concursais anunciados "0acontecem todas as semanas, havendo necessidade de preencher lugares nas escolas. Esta semana vão é ter um número maior de colocações do que era suposto”.
“Este anúncio do secretário de Estado não resolve os erros que estão para trás, porque não devolve aos alunos os professores, ou seja, há um prejuízo para os alunos porque tiveram menos aulas”, disse à Lusa Mário Nogueira.
O líder da Fenprof também criticou o governante por dizer na televisão "que quem se sentir prejudicado pode ir para tribunal”, em vez de ajudar a resolver o seu problema.
Para os diretores de agrupamentos escolares, é importante "reformular o sistema de colocação de professores. Não faz sentido que um professor não saiba, em junho ou julho, em que escola irá dar aulas em setembro”. O vice-presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima, declarou à Lusa que a opção do governo por a opção por “dois concursos de grandes dimensões vai demorar algum tempo”. “Este fogo precisa de ser extinto quanto antes para criar a escola calma, com paz e tranquilidade. É altura de começarmos a pensar nos nossos alunos que há quatro semanas não têm professor de português e matemática e no final do ano vão ter exames e não podem ser prejudicados”, sublinhou.