Está aqui

“Onde Marcelo coloca bloqueios, eu quero entendimentos para a dignidade do trabalho”

Ao lado das trabalhadoras da antiga Triumph, Marisa Matias quis voltar a “estar presente onde Marcelo Rebelo de Sousa esteve ausente” e lembrou “uma das lutas mais corajosas que assistimos neste país”.
Marisa Matias em encontro com trabalhadoras da Triumph.
Marisa Matias em encontro com trabalhadoras da Triumph. Foto de Ana Mendes.

O primeiro dia oficial de campanha arrancou este domingo, com Marisa Matias aplaudida à chegada a Sacavém para o encontro com as trabalhadoras da Triumph. Marisa justificou esta escolha “para marcar a memória da coragem que elas tiveram, de uma das lutas mais corajosas que assistimos neste país, pela dignidade de quem trabalha e pelos seus direitos”.

Marisa lançou duras criticas a Marcelo por ter ignorado esta luta e não ter ouvido “estas mulheres bravas e corajosas”, que apesar do seu exemplo de luta e empenho, “precisam e dependem da resposta de quem está nos cargos e de quem assume as suas posições nas instituições” para que as suas lutas “possam chegar a bom porto e possam ver os seus direitos reconhecidos”.

A candidata presidencial disse ainda que “onde Marcelo Rebelo de Sousa coloca bloqueios para manter as leis da troika naquilo que são as condições de trabalho”, Marisa quer “entendimentos que nos permitam salvaguardar a dignidade do trabalho, entendimentos que nos permitam combater a precariedade”.

As trabalhadoras da Triumph também falaram aos jornalistas, lembrando que há três anos estavam na rua a lutar pelos seus direitos e pela sua dignidade, perante um empresa que as tratou tão mal naquele fim de ciclo. Silvina Cordeiro, uma das trabalhadoras, apelou mesmo “a quem de direito neste país, que resolvam o último passo que há por resolver no nosso problema”, relacionado com as indemnizações que lhes são devidas e que ainda não receberam, mesmo sabendo que o património foi já todo espoliado e que há dinheiro que está nos tribunais. Lembrou ainda que, para muitas, o fundo de desemprego já terminou ou está a terminar, que há muitas trabalhadoras a passar dificuldades - que se agravaram no contexto da pandemia que vivemos - e salientaram que “esse dinheiro é nosso por direito”.

“Gostava de ver esse dinheiro enquanto sou viva porque queria usufruir desse dinheiro, que é nosso, é meu, trabalhei lá vinte anos, sofri lá muito, ganhei muitas doenças e é merecedor recebermos aquilo que é do nosso trabalho, do nosso esforço”, desabafou outra trabalhadora.

Sublinharam estar a apoiar a Marisa por desde a primeira hora as ter acompanhado na sua luta, vindo muitas vezes de Bruxelas ter diretamente com elas. Já de Marcelo Rebelo de Sousa, uma das trabalhadores disse que “quando toca a pessoas que fazem o mal, ele vai a correr ter com essas pessoas, tirar selfies, e quando é preciso ajudar as pessoas honestas, ele não o faz”.

Termos relacionados Marisa 2021, Política
(...)