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Onda de calor agrava degelo na Gronelândia

Devido a uma onda de calor, a calota de gelo da Gronelândia derreteu mais no mês passado do que costuma acontecer num ano médio. E na Sibéria os fogos florestais alastram devido ao mesmo fenómeno atingindo uma área do tamanho da Bélgica.
Gronelândia. 2013.
Gronelândia. 2013. Foto de jan buchholtz. flickr.

A Gronelândia, a maior ilha do mundo que é um território semi-autónomo da Dinamarca, tem a segunda maior calota de gelo do mundo. 82% do seu território está coberto por gelo.

Nesta altura, devido a uma onda de calor que atravessa a região, camadas que costumam permanecer geladas o ano inteiro estão a desfazer-se. Só no mês de julho o degelo foi mais grave do que aquilo que costuma acontecer num ano inteiro, tendo desaparecido 197 mil milhões (o equivalente a 400 mil piscinas olímpicas). As temperaturas têm estado 10 graus acima do habitual e a passada quarta-feira foi o pior dia de degelo do ano: mais de 10 mil milhões de toneladas de gelo derreteram neste dia.

Um estudo apresentado em junho deste ano, feito numa parceria entre cientistas norte-americanos e dinamarqueses, estimou que o degelo apenas da Gronelândia será responsável pelo aumento do nível dos mares entre 5 a 33 centímetros até 2100.

Também nos Alpes o calor se tem feito sentir, criando a possibilidade de avalanches e deslizamentos de terras. Na Suíça estão agora a usar-se cobertores térmicos de grandes dimensões na tentativa de evitar o degelo.

Sibéria arde

A onda de calor que atingiu vários países chegou também à Sibéria, onde o governo russo declarou o estado de emergência em quatro regiões e enviou tropas para combater as chamas que atingem uma área de 30 mil quilómetros quadrados, a dimensão aproximada da Bélgica.

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