A Organização Mundial de Saúde (OMS) vai cortar despesas e ser obrigada a rever as suas prioridades em relação aos programas de saúde depois de Donald Trump ter formalizado a saída dos Estados Unidos da América da organização.
A decisão do novo presidente americano foi tomada no dia da sua tomada de posse. Trump acusou a OMS de ter gerido mal a pandemia de Covid-19 e outras crises de saúde. Num comunicado interno à organização, o diretor-geral admitiu que a saída dos Estados Unidos da América “tornou a nossa situação financeira mais aguda”.
Tedros Ghebreyesus admitiu que a organização irá reduzir despesas de viagem e parará de recrutar nos vos funcionários, apenas com exceção para áreas críticas, segundo avança a Reuters. A organização será reestruturada para se adaptar ao novo orçamento, e precisará de cortar custos e aumentar o seu financiamento simultaneamente, segundo o comunicado.
Entre as medidas já enumeradas estão a suspensão das reuniões presenciais, trocadas pelas videoconferências, a limitação da substituição do equipamento tecnológico e das remodelações de escritórios. O diretor-geral da OMS adianta que mais medidas serão anunciadas a seu tempo.
Os Estados Unidos da América contribuíam com cerca de 18% do financiamento da Organização Mundial de Saúde, que, no Orçamento de 2024-2025, contava com quase sete mil milhões de euros para operar.