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OIT: Quantos empregos serão destruídos pela pandemia?

A Organização Internacional do Trabalho estima que a destruição de emprego face à crise do coronavírus possa atingir 195 milhões de postos de trabalho. O diretor geral da OIT, Guy Ryder, fala num "colapso inédito".
A pandemia terá impactos profundos no mercado de trabalho. Foto: elliot ponsic/Flickr
A pandemia terá impactos profundos no mercado de trabalho. Foto: elliot ponsic/Flickr

O impacto da pandemia no mercado de trabalho já começa a notar-se nos números do desemprego um pouco por todo o mundo. A Organização Internacional do Trabalho estima que a perda de postos de trabalho a nível global possa ascender a 6,7% no segundo trimestre deste ano, o que equivale a cerca de 195 milhões de empregos a tempo inteiro.

 O diretor geral da OIT, Guy Ryder, afirma que este é um “colapso inédito”, apontando a “falta de coordenação internacional” como um problema. Note-se que o cálculo dos 195 milhões de postos de trabalho destruídos é feito assumindo uma jornada de trabalho de 48 horas semanais. Calculada para uma jornada semanal de 40 horas, a perda de empregos chega aos 230 milhões.

A OIT prevê que a Europa seja uma das regiões mais afetadas, com uma queda de 7,8% das horas trabalhadas (equivalente à perda de 15 milhões de empregos a tempo completo, com jornada semanal de 40 horas). Na região da Ásia e Pacífico, este golpe pode chegar a 7,2% das horas trabalhadas.

Os grupos mais afetados serão o dos trabalhadores sem acesso a redes de segurança e os que trabalham na economia informal, já que a falta de acesso a serviços de saúde e proteção social agrava os problemas para estes grupos. A OIT estima ainda que 38% da força de trabalho mundial se concentra em setores que estão a ser severamente afetados pela crise, tendo a produção diminuído de forma significativa.

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