A três dias do inicio de mais um encontro dos G20, e quando os juros da dívida italiana atingem recordes históricos e fornecem um sinal claro sobre a timidez das respostas da última cimeira europeia, as previsões da OCDE para a zona euro adensam as nuvens negras sobre o futuro da economia europeia.
Todos os indicadores pioram, face às projecções económicas efectuadas em Maio. A estimativa de crescimento para 2011 passou de 2% para 2011 e idêntico valor para 2012, para 1,6% este ano e uns anémicos 0,3% em 2012. Para 2013, a previsão é de um crescimento de 1,5%, duas décimas abaixo do valor estimado em Maio.
O desemprego é, de acordo com o secretário-geral desta organização, o “elefante em cima da mesa” dos problemas sentidos pelas economias europeias. “Se não tratarmos do emprego, não tratamos da crise. Ainda não resolvemos o desemprego entre os jovens”, afirmou José Gurria.
Nas primeiras declarações da OCDE depois de se conhecer o plano europeu para responder à crise do euro, as declarações sobre a centralidade do combate ao desemprego são bastante claras: “Isto não está a funcionar. É 9%, 10% de desemprego. Olhem para isto. Querem viver com isso? Conseguem viver com isso? Não, a resposta é claramente não”, disse.
Também hoje foram conhecidos os indicadores do desemprego em Portugal. Depois de, como vem sendo tradicional, a taxa de desemprego ter registado uma ligeira diminuição nos meses de Julho e Agosto, o número de pessoas à procura de emprego voltou a crescer, situando-se agora nos 12,5%.Segundo o Eurostat, o gabinete de estatísticas da União Europeia, Portugal tem a 4ª taxa de desemprego mais elevada, um registo apenas superado pela Espanha, Irlanda e Eslováquia.