"O primeiro resultado prático da declaração de António José Seguro é que o plano tutelar de Cavaco Silva para salvar o Governo, a coligação e a política de austeridade e do memorando fracassou, depois de ter gerado uma enorme confusão política e institucional e de ter acrescentado à crise governamental uma crise política de grande dimensão", adiantou João Semedo, em declarações à agência Lusa.
Para o dirigente bloquista, a "saída democrática" para "libertar o país da austeridade e da recessão" é "a demissão deste Governo e a realização de eleições antecipadas".
António José Seguro anunciou esta noite que não existe acordo entre o PSD, o CDS-PP e o PS, atribuindo aos partidos da maioria governamental a responsabilidade pela inviabilização do acordo.
“Durante esta semana tudo fizemos. Mesmo assim, o PSD e o CDS inviabilizaram um compromisso de salvação. Estamos perante duas visões distintas para o país”, frisou, nomeando as propostas apresentadas pelo PS aos partidos da maioria governamental que, segundo o próprio, recusariam, à partida, o corte de 4,7 mil milhões nas despesas do Estado.
“E agora? Cabe ao Senhor Presidente da República a decisão”, afirmou o dirigente do PS, salientando que não lhe cabe dizer a Cavaco Silva como proceder.