A Saúde é uma área que tem sido gravemente afetada pelas políticas de austeridade do Governo PSD / CDS, como ficou provado com os episódios recentes nas urgências do hospital S. Sebastião. Por esses factos e porque a prestação de bons cuidados de saúde às populações é fundamental, o Bloco de Esquerda quis discutir e inteirar-se da situação do Serviço Nacional de Saúde na área abrangida pelo CHDEV.
A Ordem dos Médicos não deixou de expor as suas preocupações relativamente aos cortes que têm sido aplicados na saúde, o que tem levado à perda de profissionais nos hospitais e, inclusivamente, à aquisição de material médico de pior qualidade. Como se confirmou com a administração do CHDEV, o hospital S. Sebastião continua a funcionar com um rácio de médico por doentes abaixo da média dos outros hospitais do país; ou seja, têm menos médicos para o que, como é óbvio, cria graves constrangimentos em alguns dos serviços que presta, em particular nas urgências e nos cuidados intensivos.
A falta de pessoal e de meios tem prejudicado em muito a prestação de cuidados de saúde. Segundo a Ordem dos Médicos, há casos de pacientes com complicações pós-operatórias que são reencaminhados para o hospital de Gaia porque o hospital de S. Sebastião não tem pessoal suficiente para assegurar oc cuidados intermédios e intensivos.
O Serviço Nacional e Saúde deve ser gerido em função das necessidades prementes dos utentes e nunca numa visão mercantilista, como acontece com este governo e como acontecia com o anterior.
Estas são situações gravíssimas que não se resolvem apenas e só com mudanças de administrações hospitalares, resolvem-se sim com diferentes políticas ao nível governativo.
O Serviço Nacional e Saúde deve ser gerido em função das necessidades prementes dos utentes e nunca numa visão mercantilista, como acontece com este governo e como acontecia com o anterior.
Este governo que avança de forma furiosa contra tudo o que dá qualidade de vida às populações, quer agora passar o hospital de S. João da Madeira para a gestão da Santa Casa da Misericórdia, uma entidade privada que não tem competência para fazer gestão hospitalar. Se essa transferência for feita, o hospital de São João da Madeira perderá valências e qualidade, o CHDEV perderá um hospital e o hospital S. Sebastião ficará ainda mais sobrecarregado.
Esta vontade do governo revela uma obscenidade gritante por parte do PSD CDS. A Santa Casa da Misericórdia apenas quer lucros e o Estado quer dar-lhe uma renda garantida à custa da saúde das populações.
Para o Bloco de Esquerda, a deterioração do Serviço Nacional de Saúde só não tem sido maior graças ao emprenho e sacrifício dos profissionais da saúde, mas temos a firme convicção que não é possível continuar no caminho da austeridade. A população precisa de mais e a Saúde precisa de outra política.