Nas últimas semanas, na pendência de um debate animado com diversas posições / opiniões e caminhos a seguir, observa-se que a pluralidade de ideias na busca de um Bloco cada vez mais em Bloco é uma realidade.
A reflexão é necessária, a diversidade de opinião tem trazido o conformismo e o inconformismo dos aderentes, lado a lado, onde os que acham que tudo está bem se manifestam nesse sentido, enquanto os outros procuram "desenhar" soluções para um caminho diferente rumo ao crescimento, rumo à esquerda socialista em igualdade entre todos os aderentes.
No entanto, e apesar de o espaço ser de reflexão, gostaria de ver esclarecida uma questão que me tem absorvido, a ter como boas as últimas notícias.
Os dirigentes do Bloco de Esquerda terão decidido agrupar todas as tendências numa só, ou seja a UDP, o PSR e a Manifesto serão fundidas numa tendência que terá como denominação a "Tendência da Maioria".
Mas de que forma o vão fazer? O problema não se irá manter? A transformação é aberta aos aderentes de base (sem qualquer tendência)? Ou visa agrupar todos numa só tendência por pura transferência de forças, igualando-os e silenciando os mais críticos?
Não permanecerá o problema referente aos aderentes de base? Sem palavra? Sem possibilidade de influenciar por dentro? Sem as mesmas oportunidades de chegar à estrutura dirigente do partido?
Gostaria e muito de ver esclarecida a questão do surgimento da "Tendência da Maioria", pois muitos são os possíveis cenários e, como aderente do B.E não quero ver o bloco a "mudar qualquer coisa para que tudo fique na mesma!"
Pedro Oliveira, Aderente N.º 6964