Não vale a pena fingirmos que a reforma administrativa imposta pela Troika, não está para chegar…Ela vem aí e rapidamente.
No Distrito de Setúbal, à semelhança dos restantes distritos do país, essa “revolução” vai-se fazer sentir e certamente, seremos confrontados com a supressão de Concelhos e Freguesias…
O Bloco deveria quantos antes, apresentar uma postura criativa, abrir um debate interno sobre o assunto, lançar a discussão entre os seus autarcas e aderentes, em vez de aguardar e adoptar uma postura reactiva, às medidas que aí vierem…
O exemplo do que se passou em Lisboa, onde a actual vereação, terá votado na última quarta-feira em reunião de Câmara, o mapa final da reforma Administrativa da Cidade, é bem o exemplo, de como se anteciparam medidas necessárias e imprescindíveis, a uma futura reestruturação funcional da Autarquia Lisboeta.
Passar de 24 Freguesias, para 8 novas Freguesias, (poderemos chamar-lhe, 8 mini-municípios, aumentando-lhes com mais meios e competências a sua funcionalidade), de modo a reforçar os serviços de proximidade aos cidadãos, com poupanças de meios e sinergias, é certamente uma medida, que capta simpatias entre os cidadãos contribuintes.
Não vejo, na síntese da reunião da Coordenadora Distrital de Setúbal de 14/7/2011, qualquer propositura para a abordagem deste assunto no Encontro de Autarcas, a realizar no início de Setembro.
É um assunto sério, que deverá merecer uma imediata discussão técnica e política a nível interno no Bloco, para que possamos estar preparados, para enfrentar situações que inevitavelmente vão ocorrer em todo o país e que certamente, irão carecer de respostas diferenciadas, em função das múltiplas e diversas realidades locais.
Rogério Miranda
22/07/2011