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Novo mapa dos grupos parlamentares europeus: veja aqui

Com estas eleições europeias, e ainda sem resultados definitivos, o panorama dos grupos europeus regista algumas alterações, em que se inclui a criação de um grupo de extrema-direita.
Fotografia: eleicoes-resultados.eu
Fotografia: eleicoes-resultados.eu

O Grupo Condeferal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde, apesar da subida do Bloco de Esquerda em Portugal, teve uma descida nas votações europeias: os 52 eurodeputados (6,92%) transformaram-se em 39 entre as eleições de 2014 e as de 2019. De acordo com a sua declaração fundacional, datada de 1994, o grupo opõe-se à presente estrutura política europeia, mas está comprometido com a integração europeia. Para isso, quer três caminhos: mudanças radicais nas instituições de forma a democratizá-las; o rompimento com as políticas monetárias neoliberais; uma política de co-desenvolvimento e cooperação equitativa. Para mais, quer desmantelar a NATO e reforçar a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa.

A S&D – Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas – também conta com uma descida, de 191 (25,43) eurodeputados para 146. Programaticamente, o grupo relaciona-se com a social-democracia. É o grupo onde está o PS português.

Os Verdes/ALE registam uma subida de 50 para 69 eurodeputados. Agrega membros de dois grupos de partidos com ideologias diferentes, o Partido Verde Europeu e a Aliança Livre Europeia, com alguns independentes. O primeiro agrega gruos ambientalistas; o segundo representa movimentos regionalistas e nações sem estado.

O ALDE – Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa – regista uma subida de 67 (8, 92%) eurodeputados para 109. Criada em 2004, esta Aliança compõe-se pelo Partido da Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa e pelo Partido Democrata Europeu.

O PPE – Partido Popular Europeu (Democratas-Cristãos) – sofreu um grande golpe no seu grupo parlamentar, de 221 (29,43%) eurodeputados para 180. O grupo em que se inclui o PSD português é um partido cristão/conservador.

O ECR – Conservadores e Reformistas Europeus – desceu de 70 eurodeputados (9,32%) para 59. O grupo é euro-céptico e anti-federalista.

O EFDD – Europa da Liberdade e da Democracia Direta – subiu de 48 eurodeputados (6,39%) para 54. É um grupo euro-céptico de direita.

Com a criação do grupo ENL, de extrema-direita, que elegeu 58 eurodeputados, passam também a ser menos os eurodeputados não inscritos. De 52 eurodeputados em 2014 (6,92%), passou-se para 8. Os discursos xenófobos e de estratificação social e racial são a voz dos membros deste grupo, em que se inclui a Liga Norte (partido de Mateo Salvini, Itália, que á foi acusado de sequestro e detenção de 177 migrantes que impediu de desembarcar no país), a Frente Nacional de França (partido de Marine Le Pen, que venceu as eleições no país, e que, num escândalo financeiro, se viu obrigada a devolver 300 mil euros ao parlamento europeu) e o Partido para a Liberdade (de Geert Wilders, Holanda, conhecido pelas suas posições islamofóbicas).

Há ainda 29 eurodeputados recém-eleitos não filiados em qualquer dos grupos políticos do parlamento cessante.

Fotografia: eleicoes-resultados.eu

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