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Novo confinamento tem de ser acompanhado por resposta social e reforço do SNS

Depois de reunir com os partidos, o Governo anunciou novo confinamento mas ainda sem detalhes. Catarina Martins definiu três prioridades: "apoios mais rápidos e robustos"; "manter escolas abertas" com rastreios e testes rápidos; e "colocar toda a capacidade de saúde sob alçada do SNS".
"A nossa maior preocupação neste momento são as condições para esse confinamento e os apoios para esse confinamento", sustentou Catarina Martins.
"A nossa maior preocupação neste momento são as condições para esse confinamento e os apoios para esse confinamento", sustentou Catarina Martins. Foto de José Sena Goulão, Lusa.

Após a reunião com o primeiro-ministro, a coordenadora do Bloco de Esquerda afirmou que "a situação é preocupante”, pelo que “é preciso preservar a capacidade do Serviço Nacional de Saúde, é preciso travar os contágios, e portanto é natural que um novo confinamento apareça como algo de óbvio e consensual" entre os partidos.

Catarina Martins deixou três prioridades. Em primeiro lugar, "apoios mais rápidos e robustos", relembraando que "os de 2020 não foram pagos" e que as famílias e empresas estão "sem reservas depois de meses de crise, frio e contas da luz a disparar". 

Em segundo lugar, sustenta ser necessário "manter escolas abertas e fazer rastreios com testes rápidos". Por fim, é urgente "colocar toda a capacidade de saúde sob alçada do SNS" de forma a garantira uma resposta capaz ao novo pico pandémico. 

Terminadas as audições com os diferens partidos em São Bento, o Governo anunciou um novo confinamento cujos detalhes serão conhecidas após a reunião do Conselho de Ministros a ocorrer esta semana. Na conferência de imprensa, a ministra da Presidência afirmou que "face a estes números é nossa obrigação protegermo-nos e reduzir os contactos ao essencial". 

"A nossa maior preocupação neste momento são as condições para esse confinamento e os apoios para esse confinamento", sustentou, salientando que "é importante que o novo confinamento venha com apoios mais robustos e mais céleres".

Catarina Martins alertou que "as famílias não aguentam mais a perda de rendimentos e muitas empresas, tendo de encerrar a atividade com o novo confinamento, não voltarão a abrir se esse apoio não for célere e robusto".

"Estamos num inverno muito rigoroso, com muito frio, em que até os custos de aquecimento das casas são tão altos, é tão importante que haja medidas de apoio eficazes, efetivas e já no terreno", relata a Agência Lusa.

Relembrando que "há apoios de março, do primeiro confinamento, que ainda não foram pagos", Catarina Martins referiu que "tantos meses depois, com dificuldades acrescidas, nem famílias nem as empresas têm já reservas para continuar em situação de confinamento, um confinamento mais apertado, sem apoios".

O estado de emergência decretado em 09 de novembro para combater a pandemia foi renovado com efeitos desde as 00:00 de 08 de janeiro, até dia 15.

Em Portugal, morreram 7.701 pessoas dos 476.187 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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