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Novo Banco aumentou salário de gestores em ano de prejuízos pagos pelos portugueses

A instituição bancária, na qual o Estado injetou esta semana mais 850 milhões de euros, pagou, em 2019, 2,3 milhões à sua administração executiva e pode ainda vir a distribuir bónus de 2 milhões após 2021. Além disso, ofereceu 320 mil euros ao novo administrador financeiro só para o contratar.
Agência do Novo Banco. Foto de Paulete Matos.

Segundo noticia o Jornal de Negócios, o CEO do Novo Banco viu o seu salário aumentar de perto de 382 mil euros, em 2018, para 400 mil euros, o que representa uma subida de 4,7%. No global, a administração executiva do banco auferiu 2,3 milhões de euros no ano passado, e ainda poderá vir a beneficiar de um bónus de 2 milhões que, de acordo com as regras impostas por Bruxelas, só pode ser distribuído após 2021. Os aumentos dos salários fixos de cada um dos administradores executivos rondaram entre 4% e 6%.

O Novo Banco pagou ainda 857 mil euros brutos em salários brutos ao conselho geral de supervisão. Dos nove membros deste conselho, apenas cinco são remunerados. A maior fasquia, de 357 mil euros, é paga ao seu presidente, Byron Haynes.

Acresce ainda que a instituição bancária contratou um novo administrador financeiro no ano passado, pagando-lhe 320 mil euros como bónus, ou seja, apenas para o incentivar a assinar contrato: “resultante do compromisso de entrada em funções de Mark Bourke como novo administrador executivo, foram pagos a este administrador em 2019, antes de iniciar funções, 320 mil euros a título de sign-on bónus”, lê-se no relatório de contas de 2019, publicado esta semana. Em termos de remuneração fixa, Bourke amealhou 292 mil euros brutos em 2019.

Este aumento dos salários fixos dos administradores executivos do Novo Banco ocorreu num ano em que se registaram prejuízos de 1.059 milhões de euros. À conta desse resultado, o banco foi presenteado esta semana com mais uma injeção de 850 milhões do erário público.

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