Nobel da Economia: medidas de austeridade são “excessivas” e “desastrosas”

03 de fevereiro 2011 - 10:41

Joseph Stiglitz alerta para carácter excessivo e desastroso de medidas de austeridade europeias. Nobel de Economia defende que “economias vão ser afectadas pelos cortes públicos” e pela subida das taxas de juro.

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Prémio Nobel da Economia, Joseph Stiglitz.

Durante uma conferência realizada em Moscovo, na passada quarta-feira, o Prémio Nobel da Economia, Joseph Stiglitz, voltou a alertar para os efeitos nefastos das medidas de austeridade adoptadas pelos países europeus.

Stiglitz considera estas medidas “desastrosas” e excessivas” e garante que “as economias europeias vão ser afectadas pelos cortes públicos, que visam reduzir os défices orçamentais, e pela subida das taxas de juro”.

Na sua opinião, já “estamos a assistir às consequências destas medidas de austeridade”, sendo que “a implicação mais óbvia é que o crescimento vai abrandar”.

Em 2010, o Prémio Nobel da Economia já havia criticado a obsessão pelo défice e advertido para o risco da Europa entrar em nova recessão.

Numa entrevista à rádio irlandesa RTE, citada pela agência Bloomberg, Joseph Stiglitz advogou que “cortar, com ou sem vontade, nos investimentos de alta rendibilidade apenas para fazer com que os números do défice pareçam melhores é realmente um disparate”. “Porque tantos na Europa estão concentrados no número artificial de três por cento [de défice], que não tem qualquer realismo e só olha para um lado da balança, a Europa está em risco de entrar em nova recessão”, alertou o Nobel da Economia.