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Mudança política nas eleições no Kosovo

O partido da oposição Vetevendosje (VV) venceu as eleições legislativas no Kosovo, mas não alcançou maioria absoluta. O resultado do VV é entendido como uma mudança política e geracional.
Apoiantes do Vetevendosje (Autodeterminação) festejam a vitória em Pristina, 14 de fevereiro de 2021 – Foto de Valdrin Xhemaj/Epa/Lusa
Apoiantes do Vetevendosje (Autodeterminação) festejam a vitória em Pristina, 14 de fevereiro de 2021 – Foto de Valdrin Xhemaj/Epa/Lusa

Realizaram-se este domingo eleições legislativas no Kosovo, para eleger 100 dos 120 lugares do parlamento do Kosovo. Os restantes 20 estão reservados a minorias, 10 para sérvios e 10 para outras minorias, como bósnios, turcos e roma.

O partido Vetevendosje (Autodeterminação) terá obtido 48% da votação. Em segundo lugar, ficou o Partido Democrático com 17,4%; em terceiro lugar, a Liga Democrática de centro-direita, atualmente no Governo, com 13,2%; e em quarto lugar a Aliança pelo Futuro do Kosovo, partido que tem origem no Exército de Libertação do Kosovo (ELK), que teve 7,4%. Também o Partido Democrático, que está há 20 anos no Governo, tem origem no ELK.

O partido Vetevendosje (VV) é um partido nacionalista de esquerda, segundo o El Pais, e a sua vitória representa uma mudança política e geracional, com grande influência na juventude. O VV fez do combate à corrupção e ao nepotismo a sua bandeira principal e defende que a corrupção tem como origem duas décadas de governo dos partidos tradicionais, que tiveram origem na guerrilha.

O líder do VV, Albin Kurti, declarou na noite deste domingo: “Era claro que estas eleições eram um referendo e este referendo, em torno da justiça e do emprego, foi ganho. Uma figura marcante do VV nestas eleições foi Vjosa Osmani, uma jurista de 38 anos, que tinha sido candidata a primeira-ministra pela Liga Democrática e abandonou esse partido para se candidatar pelo VV.

Para constituir Governo, o VV terá de fazer alguma aliança, pois não tem maioria absoluta.

O Kosovo tem cerca de 1,8 milhões de habitantes, o salário médio é de cerca de 500 euros e luta com uma taxa de desemprego de 50%, segundo a France 24. Para fugir ao desemprego verifica-se uma elevada emigração, sobretudo de jovens, para a Suíça e a Alemanha.

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