O Ministério Público está a investigar uma alegada manipulação de dados no processo que deu origem à colocação de professores na segunda bolsa de recrutamento, em setembro, denunciada pela Federação Nacional dos Professores.
Elementos do DIAP estiveram na quarta-feira nas instalações da Direção-Geral de Recursos Humanos da Educação (DGRHE) e procederam a uma busca exaustiva nos computadores. De acordo com o DIAP, as diligências efetuadas foram ordenadas no inquérito instaurado em outubro, destinando-se à recolha de provas.
Em outubro, a Fenprof entregou na Procuradoria-Geral da República uma queixa por manipulação de dados no processo que deu origem à colocação de professores na segunda bolsa de recrutamento. “É bom saber que a Justiça está a funcionar”, disse o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, ao Correio da Manhã. Os sindicalistas denunciaram que professores com menos anos de carreira ultrapassaram colegas mais antigos. “As escolas não conseguiam colocar horários anuais, que surgiam como mensais, e como os professores mais velhos se candidatavam só aos horários anuais, muitos acabaram por ser ultrapassados”, explicou o sindicalista, que calcula que serão centenas os prejudicados.
O Ministério de Nuno Crato negou sempre a existência de irregularidades, mas assegurou que está a colaborar com a investigação.