Mostra que Somos Humanos começa com exposição em Setúbal

04 de dezembro 2025 - 11:46

Arranca este sábado a Mostra que Somos Humanos, iniciativa que leva este ano a Setúbal sessões de cinema, conferência, exposições e workshops. No dia 12, também há cinema na Faculdade de Belas Artes de Lisboa.

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cartaz

Organizada pela Associação Somos Humanos, a Mostra Que Somos Humanos 2025 escolheu Setúbal para acolher boa parte da sua edição deste ano, que marca também os 80 anos da Carta das Nações Unidas. Este sábado, dia 6, inaugura na Casa da Cultura  - Espaço João Paulo Cotrim a exposição “Homens Apesar de Tudo - Testemunhos da Memorial”, uma associação russa de defesa dos direitos humanos e da preservação da memória fundada em 1988 por Andrey Sakharov e que venceu o Nobel da Paz em 2022, a seguir à sua proibição. A exposição ficará patente até 4 de janeiro.

No dia 10 de janeiro inaugura no mesmo espaço a exposição “Viagem ao Sol”, com as fotos de arquivo que foram o ponto de partida para o filme homónimo de Ansgar Schaefer e Susana de Sousa Dias sobre as crianças austríacas refugiadas em Portugal após a II Guerra Mundial e acolhidas pela Cáritas Portuguesa. No dia da inauguração, às 18h, será projetado o filme, seguido de conversa com os realizadores. A exposição pode ser vista até 8 de fevereiro.

Antes disso, já no dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, há uma sessão matinal dirigida a escolas do 1º ciclo no Cinema Charlot, em Setúbal. Às 15h, a sessão é dirigida aos alunos do 3º ciclo, secundário e ao público em geral, com o filme Mr. Nobody Against Putin, de David Borenstein e Pavel Talankin, sobre a forma como uma escola foi transformada num centro de recrutamento militar russo durante a invasão da Ucrânia.

Na sexta, dia 12, a Mostra muda-se para a Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa para uma tarde recheada de bons filmes no Grande Auditório. Às 15h é projetado Devi, de Subina Shrestha, que acompanha uma das mulheres sobreviventes de violações na guerra civil que atravessou o Nepal. Às 17h tem início A Fidai Film, o filme de Kamal Ajafari em torno do roubo da memória, a propósito da incursão israelita no Centro de Investigação Palestiniano, em Beirute, no verão de 1982. Para encerrar a tarde, passa ás 19h Mr. Nobody Against Putin, de David Borenstein e Pavel Talankin. Todas as sessões serão seguidas de debate com o público e haverá um cocktail oferecido pela embaixada dos Países Baixos, que apoia a Mostra a par do festival neerlandês Movies That Matter.

De regresso a Setúbal, no sábado, dia 13, no cinema Charlot, há sessões às 15h, com a curta Kora, de Cláudia Varejão, seguida de Revolution 3.0, de Reza Bird, cineasta iraniano no exílio, sobre o uso das redes sociais como plataforma de ativismo das novas gerações de imigrantes. Às 18h é a vez de O Ancoradouro do Tempo, do realizador moçambicano Sol de Carvalho, apresentado pelo produtor Rui Simões. Por fim, às 21h, Rui Simões apresentará e conversará sobre o filme que realizou após o 25 de Abril e lançou em 1980, Bom Povo Português.

No domingo, dia 14 de dezembro, há mais uma sessão, desta vez na Casa das Imagens Lauro António: às 15h é projetado 48, de Susana de Sousa Dias, o filme que parte de um núcleo de fotografias de cadastro de prisioneiros políticos da ditadura portuguesa. Em seguida, às 17h na Casa da Cultura, José Pacheco Pereira intervém na conferência evocativa do Dia Internacional dos Direitos Humanos.

A Mostra estará também presente em escolas do 1º ciclo, 3º ciclo e secundário com workshops dirigidos às várias idades para ligar animação ou técnicas básicas de linguagem cinematográfica à temática dos direitos humanos. Em dezembro e janeiro estão também previstas sessões de cinema na escola secundária D. João II.