A sua morte deixará um profundo vazio que será muito difícil de preencher. O seu humor, sorriso e olhar eram parte desse semblante amável e firme com o qual se apresentava diante da gente no museu, nas centenas ou milhares de conferências que deu, nos documentários e na sua vida diária.
Desde o assassinato de seu avô, o dirigente revolucionário Leon Trotsky, assumiu a tarefa mais importante da sua vida, a defesa das ideias e da trajetória de seu avô.
Apesar de ser um pai e profissional bem sucedido, a sua maior atenção sempre foi manter essa memória vida, a bandeira limpa de Leon Trotsky.
Na sua luta, fundou a Casa Museu Leon Trotsky a qual dirigiu até há poucos anos atrás. Don Estevan, como lhe chamávamos no Museu, era a alma deste espaço, sem esse ímpeto e caráter, o museu teria fracassado na sua tarefa, devemos-lhe tudo que somos hoje como instituição.
Esta tristeza que nos embarga será convertida em energia, a qual nos servirá para manter o seu legado à tona.
A sua família biológica, seus amigos e companheiros do Museu Casa León agradecem profundamente as manifestações de carinho recebidas até ao momento. Nas próximas horas anunciaremos os próximos eventos que organizaremos em homenagem a Don Estevan, para lembrá-lo sempre. Agora o seu corpo descansa ao lado dos seus pais e avôs, todos eles grandes mártires da luta por um mundo melhor. Esse sonho continuará a guiar as tarefas deste espaço.
Texto da Casa Museu Leon Trotksy. Publicado originalmente em português pela revista Movimento. Editado para português de Portugal pelo Esquerda.net.