Moisés Ferreira marcou presença esta tarde na concentração dos médicos, em frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa.
Em declarações aos jornalistas, deixou “palavras de apreço aos profissionais e aos utentes”. Referindo-se aos “médicos, enfermeiros, TSDT’s e assistentes operacionais e técnicos”, realçou que “são quem aguenta o Serviço Nacional de Saúde” e que, “apesar da falta de investimento”, garantem “que os utentes têm os cuidados de saúde de que necessitam”.
Em relação aos utentes, assinalou que o Bloco compreende que “estes dias de greve trazem consequências, adiamento de consultas e cirurgias programadas”, mas o que “está a acontecer nestes três dias de greve é em defesa dos utentes e do seu acesso à saúde”.
“Quem defende o SNS deve estar aqui em apoio a esta greve e a esta manifestação”, defendeu.
Moisés Ferreira aponta o dedo a Adalberto Campos Fernandes por não valorizar estes profissionais e por estar “empurrar as negociações com a barriga para não as concluir”. Por esse motivo, explica, “o Bloco de Esquerda apresentou hoje mesmo um requerimento urgente para ouvir o ministro da Saúde na Comissão de Saúde”.
“O ministro tem de explicar o porquê de nenhuma destas negociações estar a ser concluída e o porquê de não aceitar as propostas e reivindicações de melhoria das condições de trabalho no Serviço Nacional de Saúde”, assevera Moisés Ferreira.
“Tem ainda de explicar ao parlamento a razão pela qual não está a fazer o investimento necessário quando, materialmente, tinha recursos para fazer muito mais do que está a fazer”, fundamentam ainda os bloquistas no requerimento entregue na Assembleia da República.