Segundo comunicado conjunto de 2 de maio dos quatro sindicatos* envolvidos na negociação com o governo, o executivo “além de manter as suas propostas” apresentou um plano de aplicação das carreiras em quatro fases, só entrando plenamente em vigor a 1 de Dezembro de 2019! Perante a posição governamental, os sindicatos consideraram que “todo o processo negocial se conclui como uma farsa, representando as transições para a nova carreira num embuste monumental” e, em consonância, decidiram convocar greve para os dias 24 e 25 de maio.
Em questão continua a estar o reconhecimento das carreiras profissionais destes técnicos e o respetivo pagamento, de acordo com as suas funções e habilitações, assim como o prazo para a resolução que o governo tinha prometido para 1 de janeiro de 2018.
Bloco de Esquerda questiona governo e solidariza-se com trabalhadores
Em pergunta dirigida ao governo através do ministério da Saúde, o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda pergunta ao executivo:
- que razões tem para não aceitar as propostas apresentadas pelos trabalhadores;
- porque publicou uma nova carreira para os TSDT “se não tinha intenção de a aplicar na prática”;
- se está disponível para dar um “sinal de disponibilidade” para ir ao encontro das propostas dos trabalhadores, antes de 24 de maio.
No documento assinado pelo deputado Moisés Ferreira, é manifestada a solidariedade do Bloco com a luta dos trabalhadores e critica-se o ministério da Saúde por seguir “uma estratégia de manter reuniões atrás de reuniões apenas para adiar decisões”, de recusar “pagar a estes profissionais o que lhes é devido” e manter situação bloqueada.
Referindo que as negociações com o governo decorrem há muito, salienta-se no texto: “Agora é a negociação sobre assuntos que foram deixados em aberto, como a forma de transição para as novas carreiras e as tabelas salariais a serem aplicadas, entre outras questões. A verdade é que se tal não for resolvido estaremos perante uma situação verdadeiramente kafkiana em que os profissionais não podem transitar para a nova carreira e não podem ter um vencimento como licenciados que são”.
Nota:
* Sindicato nacional dos técnicos superiores de saúde das áreas de diagnóstico e terapêutica (stss.pt); Sindicato dos fisioterapeutas portugueses - SFP (sfp.pt); Sindicato dos trabalhadores da administração pública - Sintap (sintap.pt) e sindicato dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica - Sindite (sindite.pt)