Técnicos de diagnóstico marcam greve para 24 e 25 de maio

06 de maio 2018 - 18:23

Os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica (TSDT) tomaram decisão face à falta de propostas viáveis para a sua carreira, por parte do governo. Bloco de Esquerda solidariza-se com estes trabalhadores e questiona o ministério da Saúde.

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Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica marcaram greve para 24 e 25 de maio. Em novembro passado fizeram greve de 18 dias e manifestação a 20 de novembro – Foto de André Kosters/ LUSA.
Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica marcaram greve para 24 e 25 de maio. Em novembro passado fizeram greve de 18 dias e manifestação a 20 de novembro – Foto de André Kosters/ LUSA.

Segundo comunicado conjunto de 2 de maio dos quatro sindicatos* envolvidos na negociação com o governo, o executivo “além de manter as suas propostas” apresentou um plano de aplicação das carreiras em quatro fases, só entrando plenamente em vigor a 1 de Dezembro de 2019! Perante a posição governamental, os sindicatos consideraram que “todo o processo negocial se conclui como uma farsa, representando as transições para a nova carreira num embuste monumental” e, em consonância, decidiram convocar greve para os dias 24 e 25 de maio.

Em questão continua a estar o reconhecimento das carreiras profissionais destes técnicos e o respetivo pagamento, de acordo com as suas funções e habilitações, assim como o prazo para a resolução que o governo tinha prometido para 1 de janeiro de 2018.

Bloco de Esquerda questiona governo e solidariza-se com trabalhadores

Em pergunta dirigida ao governo através do ministério da Saúde, o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda pergunta ao executivo:

  • que razões tem para não aceitar as propostas apresentadas pelos trabalhadores;
  • porque publicou uma nova carreira para os TSDT “se não tinha intenção de a aplicar na prática”;
  • se está disponível para dar um “sinal de disponibilidade” para ir ao encontro das propostas dos trabalhadores, antes de 24 de maio.

Pergunta do Bloco de Esquerda

No documento assinado pelo deputado Moisés Ferreira, é manifestada a solidariedade do Bloco com a luta dos trabalhadores e critica-se o ministério da Saúde por seguir “uma estratégia de manter reuniões atrás de reuniões apenas para adiar decisões”, de recusar “pagar a estes profissionais o que lhes é devido” e manter situação bloqueada.

Referindo que as negociações com o governo decorrem há muito, salienta-se no texto: “Agora é a negociação sobre assuntos que foram deixados em aberto, como a forma de transição para as novas carreiras e as tabelas salariais a serem aplicadas, entre outras questões. A verdade é que se tal não for resolvido estaremos perante uma situação verdadeiramente kafkiana em que os profissionais não podem transitar para a nova carreira e não podem ter um vencimento como licenciados que são”.


Nota:

* Sindicato nacional dos técnicos superiores de saúde das áreas de diagnóstico e terapêutica (stss.pt); Sindicato dos fisioterapeutas portugueses - SFP (sfp.pt); Sindicato dos trabalhadores da administração pública - Sintap (sintap.pt) e sindicato dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica - Sindite (sindite.pt)