O relatório da auditoria ao acordo de cooperação entre a Cruz Vermelha Portuguesa – Sociedade de Gestão Hospitalar e a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) aponta inúmeras irregularidades ao documento, entre as quais a inexistência de um estudo de custo-benefício sobre o acordo.
Em 2008, ano sobre o qual incide a auditoria, foi contratualizada uma despesa de 21 milhões de euros, sendo que desde 1998, ano do primeiro acordo com a Cruz Vermelha, foram pagos pela ARSLTV 198 milhões de euros.
O Tribunal de Contas recomenda uma reavaliação do acordo face à capacidade do SNS, que, muitas vezes, é subestimada, além de uma análise de custo-benefício e a avaliação de outros eventuais parceiros que possam praticar preços mais baixos.