Para introdução de alguns temas para reflexão e discussão, a caminhada contou com a participação de Nuno Campos e Humberto Mendes, embaixadores do projeto de ciência cidadã VACALOURA.pt, e das candidatas pelo Bloco de Esquerda à Câmara Municipal e à Assembleia Municipal, Manuela Antunes e Carolina Gomes.
Com a intervenção de todas as pessoas foram discutidos temas como a contextualização histórica do espaço, a sua diversidade de fauna e flora, educação ambiental, proteção e conservação de ecossistemas e ainda políticas e medidas possíveis para o desenvolvimento da mata do Fontelo em todo o seu potencial.
Vários espécimes de Lucanos cervus (“vaca-loura”) apareceram, a comprovar a importância do Fontelo na sua preservação, em específico, e de todo um ecossistema composto por fatores que se relacionam, de modo mais abrangente.
Algumas das propostas discutidas foram o desenvolvimento de um serviço de educação, proteção ambiental e interpretação da fauna e flora; e ainda repensar o parque de campismo lá existente, avaliando a possibilidade de voltar a receber campistas. Desde 2007, era então Fernando Ruas presidente da Câmara, que o concelho não tem qualquer oferta de campismo.
Tendo como cenário a zona privada contígua à área de gestão municipal da mata, onde nas últimas semanas se tem verificado o abate de árvores com dezenas de anos, foram discutidos mecanismos que podem impedir situações semelhantes e a importância fulcral de classificar ecossistemas como o Fontelo, que ainda não está classificado.
Notícia publicada no Interior do Avesso.