A manifestação “Palestina Livre! Paz no Médio Oriente” juntou milhares de pessoas na tarde de sábado em Lisboa, com cartazes e palavras de ordem a exigirem o fim do genocídio em Gaza a da cumplicidade dos governos ocidentais com o governo de Netanyahu, bem como a necessidade de travar a escalada da guerra que ele promove no Líbano. Ver fotogaleria da manifestação.
A iniciativa convocada pelo MPPM, CPPC, CGTP-IN e Projecto Ruído contou com a participação de vários coletivos de solidariedade com a Palestina e também da coordenadora bloquista Mariana Mortágua, que afirmou aos jornalistas que “não temos mais tempo a perder, não pode haver mais complacência, mais justificações nem desculpas” para não agir face aos massacres diários da população civil na Palestina e no Líbano.
“Esta guerra tem de ser travada. E para travar esta guerra é preciso parar Israel. É preciso parar o governo de Israel e de Netanyahu, que é um governo de extrema-direita que está a proceder a uma limpeza étnica e uma guerra contra toda a região. O que há a fazer é impor sanções a Israel, bloquear a passagem de armas, retirar a bandeira a navios e ter uma posição inequívoca de reconhecimento do Estado da Palestina. Não aguentamos mais tanta cumplicidade e hipocrisia”, prosseguiu a coordenadora bloquista.
“Estão a morrer milhares de pessoas. Como é que nós banalizámos a vida humana e a violência ao ponto de estarmos a assistir em direto ao massacre de cidadãos, de civis, e isso não nos choca?”, questionou Mariana Mortágua em resposta aos jornalistas que lhe pediam para comentar as reuniões entre Montenegro e Ventura. “Eu tenho assistido a cenas grotescas neste processo orçamental”, concedeu a coordenadora do Bloco, acrescentando que considera mais importante falar de travar a guerra que está a agravar-se com a complacência dos governos europeus e encontrar soluções para a paz na região, que passam pelo reconhecimento urgente do Estado da Palestina por parte do governo português.