Os cerca de 20 mil candidatos que actualmente procuram emprego manter-se-ão, muito provavelmente, no desemprego. Os 35 mil professores actualmente colocados nas escolas, e cujos contratos variam entre um ano a alguns meses em horário incompleto, poderão não obter colocação no próximo ano lectivo.
Segundo os sindicatos, a eliminação de horários que determinará a redução drástica de contratados é justificada pelas regras de organização do próximo ano lectivo, que contemplam a eliminação de milhares de horas de crédito que eram concedidas para actividades como o exercício de funções de chefia, e pela reorganização da rede escolar, que determinará o fecho de escolas primárias e a fusão de agrupamentos.
Apesar de ainda não existirem certezas quanto ao número de professores contratados que cumprem actualmente horário e que não obterão colocação no próximo ano lectivo, os sindicatos estimam que este número varie entre os 5 mil e os 20 mil, dependendo do calendário de execução das medidas previstas pelo governo socialista.
O número de professores não colocados será bastante superior caso venha a ser implementada a reorganização curricular do ensino básico proposta pelo executivo socialista, e que se encontra actualmente suspensa mediante a aprovação de três iniciativas legislativas, entre as quais uma do Bloco de Esquerda, que visavam a cessação de vigência do decreto-lei sobre esta matéria.