Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa fazem na próxima quinta-feira 17 uma greve parcial em protesto contra a “perda de direitos adquiridos ao longo dos anos”. O metro não vai funcionar até cerca das 10h30 da manhã.
Anabela Carvalheira da Federação de Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS) explicou que “sem razão alguma a não ser a dita crise, estão a tirar tudo aos trabalhadores: os subsídios de férias e de Natal e parte do ordenado”.
A FECTRANS convocou uma greve parcial para os dias 17 e 22, no período entre as 05:30 e as 10:00, para os trabalhadores em geral e das 08:00 às 12:00 para os trabalhadores administrativos, apoio e técnicos superiores.
O sindicato aconselha ainda os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa (ML) a não fazerem horas extraordinárias durante o “Rock in Rio”, que se realiza a 25 e 26 de maio, 01, 02 e 03 de junho.
Comunicado aos utentes explica as razões da luta
As organizações do trabalhadores estão a divulgar um comunicado aso utentes em que explicam os motivos da luta. “Os passageiros do ML têm o direito de ser transportados em segurança e a empresa tem o dever de assim os transportar, ora, temos sérias dúvidas que os altos níveis de segurança a que habituamos os nossos utentes se mantenham se a empresa for privatizada”, afirma o comunicado, denunciando que “as empresas quando são privatizadas passam a ter como objetivo principal “o lucro”, aumentando o valor dos títulos de transporte e reduzindo a regularidade. ”
Os trabalhadores dão o exemplo do que ocorre atualmente na linha “verde” (Telheiras – Cais do Sodré): “existe uma redução no número de carruagens que o transporta fazendo com que algumas vezes, fique no cais à espera de um outro comboio, mas em compensação aumentaram-lhe o preço do transporte... Está de acordo com esta situação? Nem nós... ”