Nas últimas 48 horas, mais 390 palestinianos foram mortos pelo exército sionista e 734 feridos. Perto de 30 no campo de refugiados de Jabalia na quinta-feira. De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, o número de mortes desde 7 de outubro atingiu assim as vinte mil. A ONU estima que 1,9 milhão de habitantes de Gaza num total de 2,4 milhões foram obrigados a deixar as suas casas. Desses, 576 mil sofrem de situações de fome grave, segundo um relatório publicado esta quinta-feira por 23 agências da ONU e organizações não governamentais. Arif Husain, economista do Programa Mundial de Alimentos, explica que “praticamente todos em Gaza têm fome” já mas que a situação será catastrófica se não se reestabelecer imediatamente a distribuição alimentar.
Já na manhã desta sexta-feira mais duas pessoas foram mortas num campo de refugiados em Bureij, no centro, de acordo com a Al Jazeera. O exército israelita tinha emitido um aviso para que os habitantes se deslocassem para sul, para Deir al-Balah, zona que também está a ser bombardeada. A ONU declara que não há condições para uma deslocação segura destes civis e “não há um lugar seguro” em toda a Faixa de Gaza.
Do lado do exército israelita, este alega que 139 dos seus militares morreram desde o início da invasão a Gaza e que esta sexta-feira um general na reserva tornou-se a mais alta patente vitimada.
Mega-bomba israelita usada nas “zonas seguras” do sul de Gaza
Esta sexta-feira, uma investigação do New York Times mostra que o exército israelita tem usado “rotineiramente” uma das suas bombas mais potentes no sul de Gaza.
A análise de 208 crateras com mais de 12 metros indica que foram usadas bombas de 2.000 libras, mais de 900 quilos. A investigação ressalva que, devido às limitações nas imagens de satélite e às variações dos efeitos, “é provável que tenha havido muitos casos que não foram detetados”.
A conclusão é que o uso destas bombas constitui “uma ameaça generalizada para os civis que procuravam segurança no sul de Gaza”.
Fonte militar sionista disse ao jornal norte-americano que a sua prioridade era destruir o Hamas e que “questões deste tipo serão vistas num estádio posterior”.
Execuções de pessoas desarmadas
Ao mesmo tempo, o gabinete de Direitos Humanos da ONU vai analisar as denúncias de que pelo menos onze palestinianos desarmados foram mortos em frente às famílias na cidade de Gaza. O exército israelita é acusado de ter entrado num prédio residencial, separados os homens entre os 20 e 30 anos, e executado-os.
A Al-Jazeera, uma mulher presente no local contou que os soldados “invadiram o nosso prédio”, “forçaram a entrada em todas as casas, mataram os homens e detiveram mulheres e crianças”. O seu sogro e filhos foram mortos nesta ação.