O temporal do passado domingo causou estragos no distrito de Castelo Branco, nomeadamente nos concelhos de Belmonte, Covilhã e Fundão. Segundo a agência Lusa, a Associação Distrital de Agricultores de Castelo Branco (ADACB) pediu a declaração de estado de calamidade pública e reivindicou medidas urgentes para apoiar os agricultores afetados.
Em causa estão pomares (cereja, pêssego, pereira, macieira, ameixeira, damasqueiro, figueiras), olival, vinha e hortas. Em comunicado, a ADACB afirma que “não há memória” de uma tempestade de “vento, chuva, granizo intensos” que “dizimaram as culturas de primavera/verão deste ano”, mas também “as culturas do outono/inverno como aveia, azevém, trigo e feno, e os cereais de primavera/verão” do ano que vêm.”
"É necessário que o Ministério da Agricultura avalie a situação e que seja declarado estado de calamidade pública para a adoção de medidas urgentes que ajudem os agricultores nesta tragédia", referem no comunicado.
Os agricultores pedem a ajuda das entidades competentes e exigem que o governo disponibilize verbas com uma linha de crédito a longo prazo sem juros e apoios a fundo perdido. O documento foi enviado à Direção Regional de Agricultura da Região Centro e aos Municípios de Belmonte, Covilhã e Fundão.
O autarca do Fundão, um dos concelhos mais afetados pelo mau tempo, já apontou “danos estruturais graves” e fala de um prejuízo de “pelo menos 20 milhões de euros.”
O presidente da Câmara Municipal da Covilhã estima que as perdas estão à volta de 30 ou 40%, mas há situações em que podem chegar aos 90%.
Os autarcas da Cova da Beira (Belmonte, Covilhã, Fundão), de acordo com a Lusa, já solicitaram uma reunião de urgência com a ministra da Agricultura.