“Depois de muitos anos de negação, o Banco Central Europeu (BCE) implementou um programa de política monetária expansionista sem precedentes”, sendo que “a tentativa era a de afastar o espectro da recessão e da deflação na Zona Euro”, lembrou Marisa Matias durante a sua intervenção.
“No entanto, esse programa coexistiu com a manutenção das pressões sobre os Estados-Membros no sentido de aplicarem políticas económicas e orçamentais altamente recessivas”, acrescentou a eurodeputada.
Referindo que cada vez que Mario Draghi vai ao Parlamento Europeu “diz que vai dar certo a seguir, mas nunca dá certo a seguir”, Maria Matias questionou o presidente do BCE sobre se este “está disponível para fazer um balanço sério ou quer continuar o estado de negação”.
“Os bancos caíram em 2016 mais do que caíram no mesmo período em 2008. As expectativas de inflação continuam a baixar e o crescimento é medíocre, para não usar uma expressão ainda mais realista, apesar de termos tido condições favoráveis e apesar da enxurrada da política monetária não convencional e de todo o dinheiro público que foi enterrado nos bancos”, destacou a dirigente do Bloco.
Marisa Matias confrontou ainda Mario Draghi sobre “o que vai ser preciso para que o BCE reconheça as limitações da sua política orçamental e a necessidade de uma política orçamental contra cíclica”.
Não obstante todas as evidências, o presidente do BCE respondeu à eurodeputada que “a política monetária foi eficaz e está a ser eficaz”.