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Marisa defende reconhecimento de profissão de desgaste rápido para trabalhadores por turnos

Marisa Matias diz que trabalho por turnos é uma das questões centrais no trabalho que o Bloco tem vindo a desenvolver nos últimos anos e pede que seja reconhecido o enorme desgaste a quem, durante anos, trabalha por turnos.
Marisa Matias em visita à Huf.
Marisa Matias em visita à Huf. Foto de Paula Nunes.

Numa visita às instalações da Huf portuguesa , a fábrica de sistemas de fechaduras eletrotécnicas e mecânicas para a indústria automóvel, Marisa Matias destacou que aquela fábrica em Tondela é um bom exemplo “daquilo que foi a luta dos trabalhadores e das negociações da comissão de trabalhadores com a empresa”, que “conseguiu ter direitos que não estão ainda inscritos na lei”.

Segundo Marisa, o Bloco está a trabalhar precisamente para que direitos como aqueles que foram ali conquistados possam ser inscritos na lei. No entanto, sublinha outro direito que não é reconhecido em lado nenhum e que tem que ver com a necessidade de reconhecer aos trabalhadores por turnos o estatuto de desgaste rápido, como proposto pelo Bloco, mesmo quando de “Bruxelas as recomendações são exatamente no sentido contrário”.

A candidata europeia notou também que se cruzam ali várias das questões que tem vindo a chamar à atenção durante a campanha, nomeadamente pelo facto de a fábrica se situar no interior do país e, como tal, os serviços públicos serem fundamentais para termos um país mais igual, “para que as populações se fixem” e “os trabalhadores tenham condições”. Abordou ainda a questão da mobilidade e criticou a não existência de transportes públicos para se chegar aquela empresa com mais de 400 trabalhadores. “Toda a gente tem de ter carro próprio para poder vir trabalhar para esta empresa”, lamentou.

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