Mário Sérgio foi membro da LCI, do PSR e do Bloco de Esquerda, dirigente do SPGL, e foi o professor de História com quem se discutiam, sem dogmas, todos os temas e se faziam todos os debates teóricos.
Nos anos sombrios do cavaquismo, ele foi a confiança na capacidade de lutar e no poder do humor contra o reacionarismo. Membro ativo do grupo de professores do PSR, do qual foi fundador, o seu envolvimento no debate por uma escola democrática e crítica foi mobilizador para o sindicalismo alternativo que deu origem a uma experiência de direção sindical de unidade e assente numa relação profunda com as escolas e os seus problemas.
As camaradas não lhe recordarão uma piada ou gesto machista, porque ele era o par, o igual, o companheiro da melhor gargalhada, da discussão minuciosa de um texto, da distribuição dos panfletos ou da palavra mobilizadora.
Depois de aposentado continuou a empenhar-se no ativismo social, foi membro ativo do grupo +60 do Bloco de Esquerda e associativista na defesa de um envelhecimento digno e com direitos.
Bem-humorado, crítico sem acidez, otimista sem ingenuidade, solidário como poucos, discreto, mas frontal, o Mário Sérgio manteve o seu sorriso e a sua capacidade crítica em todos os momentos. Em comícios, iniciativas, manifestações, ele continuou a dizer “presente!”, quando já lhe era difícil.
O seu velório será no cemitério de Alcabideche no sábado das 13h às 16h.