No decorrer do jogo entre Futebol Clube do Porto e Vitória de Guimarães deste domingo, Moussa Marega foi vítima de cânticos racistas.
A primeira reação do jogador fez-se sentir aos 60 minutos, depois de ter marcado um golo. Marega fez aí um primeiro protesto contra os insultos.
Depois disso, o jogador do Futebol Clube do Porto continuou a ser alvo de cânticos racistas. Vários minutos depois, aos 69 minutos, acabou por tomar a decisão de abandonar o jogo. Marega pediu então para ser substituído e recolheu ao balneário. Os seus companheiros de equipa e os técnicos do clube tentaram, sem sucesso, convencê-lo a continuar a jogar.
Vergonzoso caso de racismo de la afición del Vitoria Guimaraes contra Moussa Marega.
Siglo XXI y hay humanos que siguen apegados a no evolucionar. pic.twitter.com/WGp5Fw7Pfn
— Raúl Muñoz (@RaulMunozMX) February 16, 2020
Catarina Martins reagiu a esta situação na sua conta do Twitter. A coordenadora do Bloco diz que não segue o futebol nem tem clube mas hoje "confessa-se" adepta de Marega devido à sua atitude.
A dirigente bloquista acrescentou ainda que "racismo não é opinião. É crime."
Não sigo futebol, não tenho clube e raramente acompanho o que se passa nos jogos. Mas hoje adepta de #Marega me confesso. Racismo não é opinião. É crime. https://t.co/hFo1GDe0lM
— Catarina Martins (@catarina_mart) February 16, 2020
Moussa Marega é um jogador de 28 anos, nascido em França. Filho de pais do Mali, adotou esta nacionalidade e é internacional pela sua seleção.
Depois do jogo, no seu Instagram, para além de se insurgir contra os racistas, o jogador criticou também a atitude da equipa de arbitragem que lhe mostrou um cartão amarelo pela sua reação aos cânticos de que estava a ser alvo.
O jogo da 21ª jornada da Liga de Futebol, decorria no estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.