Maquinistas da CP em greve nesta terça feira de Carnaval

20 de fevereiro 2012 - 13:05

Os maquinistas da CP fazem 24 horas de greve nesta terça feira, no âmbito da sua luta contra a “perseguição disciplinar” de que são alvo por parte das administrações da CP e CP Carga, segundo o sindicato. Cumprirão apenas os serviços mínimos determinados pelo Tribunal arbitral e cuja listagem de comboios pode ser consultada no comunicado disponível no site do SMAQ.

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O sindicato dos maquinistas sublinha que “só a negociação com o SMAQ, através da intervenção da Tutela, poderá pôr cobro à greve, anulando a perseguição disciplinar de que os Maquinistas estão a ser alvo diariamente”

Os maquinistas da CP cumprem mais um dia de paralisação na terça-feira de Carnaval no âmbito da greve ao trabalho às horas extraordinárias, aos dias de descanso semanal e feriados, que estão a fazer (e que está convocada até final deste mês) contra os processos disciplinares ilegais interpostos pela administração da CP pelo pretenso incumprimento de serviços mínimos em paralisações anteriores. No acordo de empresa, a terça feira de Carnaval é considerada como um dia feriado.

Segundo o sindicato dos maquinistas da CP (SMAQ), “os fundamentos da greve radicam no incumprimento por parte das administrações” da CP e CP Carga do acordo de 09 de Junho de 2011. O sindicato sublinha que “só a negociação com o SMAQ, através da intervenção da Tutela, poderá pôr cobro à greve, anulando a perseguição disciplinar de que os Maquinistas estão a ser alvo diariamente” e denuncia: “Hoje [16 de fevereiro de 2012], chegaram mais 18 processos disciplinares contra os Maquinistas que exerceram, nos termos legais, o seu direito de greve, relacionados com o conflito de Fevereiro/Março de 2011”.

A porta-voz da administração da CP, Ana Portela, disse à agência Lusa que nesta terça feira deverão circular 162 comboios, englobados nos serviços mínimos, o que representa cerca de 19% dos 841 comboios estabelecidos. Os serviços mínimos decretados pelo tribunal arbitral correspondem a cerca de 15% dos comboios de longo curso e regionais e 20% nos serviços urbanos de Lisboa e Porto.

Ainda segundo a referida porta-voz, “o impacto [da greve] deverá começar a fazer-se sentir mesmo ao final de segunda-feira, já depois da hora de ponta”, pelo que “nos serviços urbanos, a partir da 21:30/22:00 é expectável que deixem de se realizar comboios”. A empresa diz que a circulação voltará à normalidade na quarta-feira, mas nos regionais e de longo curso “podem registar-se atrasos ou supressões ao longo do dia”.