Em Lisboa, centenas de manifestantes terão respondido ao apelo da comunidade guineense residente em Lisboa e marcharam desde a Praça do Rossio até à sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) no Largo do Correio Mor, onde entregaram uma petição pela paz na Guiné-Bissau. Este documento, que apela também à intervenção da Organização das Nações Unidas (ONU), foi ainda entregue na embaixada da Guiné-Bissau, no Restelo.
Segundo Ristel Badinca, da Associação dos Estudantes Guineenses em Lisboa, o povo guineense está cansado de golpes de Estado e reclama liberdade e democracia.
Em Coimbra, cerca de 60 pessoas, na maioria estudantes guineenses, também terão desfilado pelas ruas da cidade com cartazes e entoando palavras de ordem pela paz na Guiné-Bissau.
Em Luanda, por sua vez, cerca de uma centena de guineenses pediram a intervenção da comunidade internacional para pôr fim ao golpe de Estado. Os presentes manifestaram "a gratidão dos guineenses a todo o trabalho que o governo angolano tem feito pela Guiné-Bissau".
"Já perdemos a conta às vezes que os militares se meteram na política. Queremos que regressem aos quartéis e que o processo eleitoral, interrompido com o golpe de estado, seja finalizado, com a realização da segunda volta das presidenciais", salientou Mussa Buran, um dos organizadores da marcha.
Entretanto, este sábado o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma declaração sobre a Guiné-Bissau, na qual condena o golpe militar e alerta para eventuais “sanções específicas” para os autores do golpe.
Este órgão exige ainda a libertação “imediata e incondicional” dos líderes políticos detidos, o primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Júnior, e o Presidente interino, Raimundo Pereira.