Manifestações pela paz na Guiné-Bissau

22 de abril 2012 - 12:31

Este sábado, Coimbra e Lisboa foram palco de manifestações organizadas por estudantes guineenses que pedem o fim do golpe militar na Guiné-Bissau. Cerca de cem guineenses também marcharam em Luanda, Angola. ONU ameaça aplicar “sanções específicas” aos autores do golpe.

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Foto de Tiago Petinga, Lusa.

Em Lisboa, centenas de manifestantes terão respondido ao apelo da comunidade guineense residente em Lisboa e marcharam desde a Praça do Rossio até à sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) no Largo do Correio Mor, onde entregaram uma petição pela paz na Guiné-Bissau. Este documento, que apela também à intervenção da Organização das Nações Unidas (ONU), foi ainda entregue na embaixada da Guiné-Bissau, no Restelo.

Segundo Ristel Badinca, da Associação dos Estudantes Guineenses em Lisboa, o povo guineense está cansado de golpes de Estado e reclama liberdade e democracia.

Em Coimbra, cerca de 60 pessoas, na maioria estudantes guineenses, também terão desfilado pelas ruas da cidade com cartazes e entoando palavras de ordem pela paz na Guiné-Bissau.

Em Luanda, por sua vez, cerca de uma centena de guineenses pediram a intervenção da comunidade internacional para pôr fim ao golpe de Estado. Os presentes manifestaram "a gratidão dos guineenses a todo o trabalho que o governo angolano tem feito pela Guiné-Bissau".

"Já perdemos a conta às vezes que os militares se meteram na política. Queremos que regressem aos quartéis e que o processo eleitoral, interrompido com o golpe de estado, seja finalizado, com a realização da segunda volta das presidenciais", salientou Mussa Buran, um dos organizadores da marcha.

Entretanto, este sábado o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma declaração sobre a Guiné-Bissau, na qual condena o golpe militar e alerta para eventuais “sanções específicas” para os autores do golpe.

Este órgão exige ainda a libertação “imediata e incondicional” dos líderes políticos detidos, o primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Júnior, e o Presidente interino, Raimundo Pereira. 

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