Está aqui

Mais despedimentos no DN deixam sindicato "perplexo"

No Diário de Notícias, três jornalistas e um gráfico têm o posto de trabalho em risco por decisão da administração do grupo liderado por Marco Galinha. Na SIC, os trabalhadores vão protestar contra a proposta de aumentos salariais "insuficientes e injustos".
Foto Esquerda.net

O grupo Global Media, liderado por Marco Galinha, quer voltar a cortar no quadro de jornalistas do Diário de Notícias. Em comunicado, o Sindicato dos Jornalistas (SJ) diz ficar "perplexo com a sistemática prática da administração do Global Media Group (GMG) em diminuir os quadros nas empresas que detém".

"Depois de em julho de 2022 ter sido aberto um período para negociação de rescisões amigáveis e voluntárias na TSF, Jornal de Notícias (JN), Diário de Notícias (DN) e O Jogo, a redação do DN foi de novo confrontada este mês com o anúncio de que três jornalistas, um dos quais grande repórter e um gráfico foram convidados a rescindir os seus contratos sob o argumento de reduzir os custos fixos. Estes profissionais não tinham manifestado interesse em aderir ao programa de rescisões voluntárias apresentado no ano passado", informa o sindicato.

Além de os novos cortes de pessoal no DN contradizerem "a promessa que foi feita sobre um reforço de recursos humanos para aquela redação", o sindicato afirma que esta quinta-feira as redações do grupo foram informadas "da contratação de um novo responsável para a área da Inivação Digital, não se colocando aqui, aparentemente, a necessidade de reduzir custos", prossegue o SJ.

O sindicato aponta ainda as contradições de Marco Galinha, que aparece nas entrevistas a "garantir que a meta do grupo é o jornalismo de excelência", enquanto na prática se assiste ao "contínuo esvaziamento das redações ano após ano sob diferentes pretextos, mas todos eles com um denominador comum, a crise", seja por quebra de vendas, por o grupo dar prejuízo, por causa da covid ou da guerra. E a solução é sempre a mesma: "cortar nos custos fixos, ou seja, esvaziar redações", acusa o sindicato, colocando-se à disposição dos jornalistas do DN e dos outros órgãos do grupo para os apoiar nas suas lutas.

"A prática reiterada de redução de trabalhadores vai acabar por conduzir ao fecho de títulos que são uma referência no panorama nacional", alerta o SJ, lembrando que os trabalhadores do GMG "não são aumentados em termos gerais há mais de 16 anos" e ainda há poucos meses, numa reunião mediada pelo Ministério do Trabalho, a administração se recusou a conceder "qualquer aumento ou benefício para ajudar os trabalhadores a suportar o aumento brutal do custo de vida".

"Protesto silencioso" na SIC contra proposta "injusta" de aumentos para 2023

Os trabalhadores da SIC aprovaram em plenário a realização de um "protesto silencioso" nas instalações da empresa no próximo dia 1 de fevereiro às 15h, afirmou a Comissão de Trabalhadores à agência Lusa. Em causa está a proposta de aumentos salariais apresentada pela administração liderada por Francisco Pedro Balsemão, que os trabalhadores consideram "injustos e insuficientes", reivindicando para o segundo semestre deste ano "aumentos salariais generalizados".

Segundo a Lusa, a administração propôs aumentos do subsídio de alimentação e atualização salarial entre 2% e 3,5% para quem ganha até 2.000 euros: 3,5%para salários entre 1.000 e 1.249 euros, 3% entre 1.250 e 1.499, 2,5% entre 1.500 e 1.749 e 2% entre 1.750 e 2.000 euros.

Uma proposta que os trabalhadores não aceitam, exigindo uma atualização salarial acima da inflação para os ordenados abaixo dos 2.000 euros, de 5,1% para ordenados entre 2.000 e 3.000 euros e entre 1 e 3% para ordenados superiores a 3.000 euros. 

Termos relacionados Sociedade
(...)