Com a presença da ativista sueca Greta Thunberg e do ex-responsável da pasta do Clima na UE, Frans Timmermans, que lidera a coligação dos socialistas e verdes neerlandeses, a marcha deste domingo juntou 70 mil pessoas nas ruas de Amesterdão, segundo números divulgados pelos organizadores.
A manifestação percorreu as ruas do centro da cidade em tom festivo, com muitas bandeiras da Palestina, música e palavras de ordem a exigir ação do governo para cortar as emissões poluentes, numa altura em que a preocupação dos eleitores com a crise climática é menor do que com o aumento do custo de vida e a campanha para as legislativas de 22 de novembro é dominada pelo debate em torno das políticas de migração e a economia do país.
Wat een dag! Bedankt voor jullie komst . Dit was de grootste #klimaatmars ooit. Meer dan 85.000 mensen gingen de straat op voor het klimaat en rechtvaardigheid. Next: 22 november. Ga stemmen en kies voor een ander klimaat! #klimaatmars #decrisisisnu #verkiezingen2023 pic.twitter.com/EFkzEMtnGL
— Mars voor Klimaat en Rechtvaardigheid (@klimaatmars) November 12, 2023
"Vivemos num tempo de crises, todas elas o resultado das escolhas políticas que foram feitas. Mas pode ser e tem de ser diferente", afirmavam os organizadores da Coligação Crise Climática.
A intervenção de Greta Thunberg foi interrompida brevemente por um manifestante, após ela ter cedido parte do seu tempo de intervenção a uma ativista afegã e outra palestiniana. "Vim aqui a um protesto climático, não a um evento político", disse o manifestante a Greta, antes de ser retirado do palco.
"Enquanto movimento pela justiça climática, temos de ouvir as vozes dos que estão a ser oprimidos e dos que lutam pela liberdade e pela justiça. De outra forma, não pode haver justiça climática sem solidariedade internacional", afirmou Greta Thunberg, citada pela Associated Press.