Este sábado há manifestações contra o pacote laboral convocadas pela CGTP. No Porto, a manifestação tem início às 10h30 na Praça da República com destino à Avenida dos Aliados e em Lisboa arranca às 14h30 do Cais do Sodré em direção ao Rossio.
“Vamos ter muitos milhares de trabalhadores nas ruas” para continuar “o caminho de afirmação e combatividade” contra o anteprojeto do Governo de revisão da legislação laboral, antecipou o secretário-geral da CGTP, em declarações à Lusa, lembrando que “o passado demonstra que, perante todos os ataques e os atropelos, foi a luta dos trabalhadores que permite avançar, recuperar direitos e atingir patamares que eram negados”.
Tiago Oliveira reiterou a "exigência de retirada do pacote laboral”, criticando a forma como o Governo tem conduzido o processo, ao excluir a CGTP das reuniões bilaterais e técnicas que tem promovido à margem d concertação social, apesar de a central sindical ter apresentado a sua contraproposta no início de setembro.
O líder da CGTP diz que há uma "tentativa do Governo de camuflar aquilo que é o seu objetivo, que é por vias travessas conseguir levar a cabo os seus intentos”, recorrendo a "artimanhas" para "tentar forçar uma ideia de que está aberto a negociar”, ao mesmo tempo que não abdica de matérias como o alargamento dos prazos dos contratos, os horários de trabalho, "o ataque à liberdade sindical, o ataque ao direito à greve, o ataque à contratação coletiva e a facilitação dos despedimentos".
Estas manifestações antecedem a reunião da concertação social agendada para o dia 3 de março, onde a CGTP irá exigir a retirada da proposta do pacote laboral do Governo.