A Galp informou em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários que durante os primeiros nove meses de 2024 obteve um lucro de 890 milhões de euros. Isto representa um aumento de 24% face ao mesmo período do ano anterior. Se o ponto de comparação for o terceiro trimestre do ano, o valor da subida é ainda maior: mais 27%, num total de lucro de 266 milhões de euros.
Recorde-se que o ano passado a empresa tinha já aumentado os lucros em 14%, num total de 1.000 milhões no ano inteiro, um recorde de lucros que se seguiu ao nível também ele recorde do ano anterior, 881 milhões de euros.
Por outro lado, o resultado antes de impostos, juros, amortizações e depreciações, denominado (EBITDA) foi em sentido contrário, sendo o valor total de 2.609 milhões de euros, isto é, uma descida de 8% face ao período homólogo de 2023. No campo das energias renováveis, a empresa apresenta um aumento de produção de apenas 3% e uma redução do EBITDA de 65%, 38 milhões de euros.
Em crescimento está a dívida líquida da empresa: passou de 1.211 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2023 para 1.471, um aumento de 21%. Simultaneamente, a empresa comunicou ter finalizado o programa de recompra de ações num valor de 350 milhões de euros.
No plano do investimento, este atingiu os 792 milhões. Este foi sobretudo dirigido para projetos de exploração e produção (denominados upstream) no Brasil, como Bacalhau e Tupi & Iracema, e na Namíbia, acompanhados pelo desinvestimento em Angola. Na área de transporte, armazenamento e ‘marketing’ (o chamado midstream) realçam-se investimentos no complexo industrial de Sines.
O EBITDA da atividade upstream manteve-se estável nos 1.641 milhões de euros, tendo havido uma descida de produção no Brasil e um aumento de lucros em Moçambique. O do midstream foi de 695 milhões de euros, o que foi uma queda de 20%, explicada por um “ambiente de refinação menos favorável”.
Foram ainda apresentados outros dados como a margem de refinação, que diz respeito à diferença entre o custo de aquisição do petróleo e o preço de venda dos produtos refinados, que desceu 33%, de 12,2 dólares para 8,1 dólares. Também a produção bruta de matéria-prima desceu, neste caso 10%, tendo produzido a empresa 109 mil barris por dia, mantendo-se a venda de produtos petrolíferos estável, 5,3 milhões de toneladas, menos 1%.
O que aumentou foram as vendas de gás natural 16%, 12,0 terawatts/hora (TWh) e de eletricidade, 88%, 5,1 TWh.