Luís Fazenda: “Cumprindo o memorando com a troika, o Governo induziu a economia em coma”

25 de junho 2012 - 16:46

No debate da moção de censura ao Governo apresentada pelo PCP, Luís Fazenda confrontou o Primeiro-ministro com “os números que não mentem”: “a cada dia há 23 despedimentos e 25 casas são entregues à banca”. Lembrando o confisco dos subsídios de férias e de Natal, o deputado questionou diretamente Passos Coelho: “o que irá confiscar nas parcerias público-privadas?”

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Na sua intervenção, o líder parlamentar do Bloco de Esquerda afirmou que a receita que o Governo está a aplicar “está a agravar todos os indicadores” e frisou que o “memorando é o primeiro obstáculo a tirar a economia portuguesa do coma em que está induzida”, sublinhando que “já nem o Governo tem segurança nas suas declarações acerca do cumprimento do défice, acerca da necessidade ou não de um plano B, acerca da necessidade do prolongamento de um resgate, acerca de uma negociação mais ou menos oculta ou mais declarada dos termos do memorando que foi assinado com a troika”.

Luís Fazenda salientou ainda que “as causas da crise estão nos donos de Portugal, na elite, na promiscuidade entre o poder económico e o poder político” e que “além dos sacrifícios não tirarem o país do coma, também não são equitativos. Eles são inigualitários”.

Por fim, Luís Fazenda formulou uma pergunta a que Passos Coelho e o governo fugiram a responder: “Garante-nos aqui hoje que não vai aplicar uma sobretaxa sobre os subsídios de Natal ou de férias dos trabalhadores do setor privado?”