A coligação autárquica composta pelo Bloco de Esquerda, Livre e PAN em Loures desafiou a Coligação Democrática Unitária (CDU) a liderar a alternativa de oposição à “deriva autoritária” de Ricardo Leão em Loures, mas o Partido Comunista Português e Os Verdes rejeitaram a tentativa de aproximação.
O apelo foi feito através de uma carta aberta assinada pelos três partidos, e apelava à criação de uma coligação mais alargada, “progressista, humanista e democrática” em Loures, que juntasse o Bloco de Esquerda, o Livre e o PAN à CDU. Segundo o Público, é a segunda tentativa destes partidos para juntar esforços à esquerda do Partido Socialista, mas a CDU não está disponível.
Na carta aberta, propõe-se mesmo aos comunistas que assumam “o protagonismo desta coligação” para mobilizar “todo o campo democrático do município” num esforço para “ultrapassar as siglas dos partidos” e fazer oposição à política de Ricardo Leão.
Rita Sarrico, dirigente do Bloco de Esquerda e deputada municipal em Loures diz que “é mais aquilo que nos une à CDU do que aquilo que nos separa” e sublinha que a “urgência de uam resposta é grande” face à desumanidade que o Partido Socialista tem demonstrado na liderança do município.
“Loures precisa de uma viragem. Uma maioria que governe com valores, justiça social e proximidade, enfrentando os problemas estruturais do concelho com seriedade. Uma maioria que defenda a habitação como direito, garanta acesso à saúde, transportes públicos de qualidade, direitos sociais e sustentabilidade ambiental”, lê-se no documento que foi enviado à CDU. “O futuro de Loures pode ser melhor se o construirmos com diálogo, cooperação e coragem. Estamos prontos para esse caminho”.
A CDU, que se mostrou indisponível, disse ao Público que se assume “como a verdadeira alternativa” no município e sublinhou que “é quem se apresenta a disputar a presidência da Câmara Municipal de Loures”.