Autárquicas 2025

As eleições autárquicas no Montijo puseram fim a 28 anos de governação do PS. O deputado municipal Cipriano Pisco integrou o Movimento Montijo Visão e Coração e falou ao Esquerda.net sobre o significado da vitória.

O resultado das autárquicas confirmou a viragem do eleitorado à direita mas frustrou as expetativas do Chega de traduzir em Câmaras o resultado das últimas legislativas.

Em menos de um minuto pode ficar a saber onde é a secção de voto a que se deve dirigir para votar nas eleições autárquicas de 12 de outubro de 2025.

Na descida do Chiado, rodeada por centenas de apoiantes, Alexandra Leitão apelou ao voto das lisboetas para terem uma mulher na presidência da cidade. "Dia 12 é mesmo importante que vão votar. Dia 13 será tarde”, alertou.

No último dia de campanha, Sérgio Aires prometeu dar continuidade ao trabalho de liderar a oposição ao projeto de Rui Moreira, agora assumido pelos candidatos do PS e PSD. E diz que a única certeza é que “todos os candidatos vão ter surpresas” na noite eleitoral.

O candidato do Bloco de Esquerda à Câmara de Aveiro diz que a política do atual executivo tem sido a de “alavancar a especulação imobiliária como o grande fator de atração de investimento no concelho”.

No comício de campanha em Braga, António Lima defendeu propostas para travar a especulação imobiliária, aumentar o número de espaços verdes e limitar a circulação automóvel no centro da cidade.

Numa arruada nas ruas de Barcelos, a cabeça de lista do Bloco a esta autarquia defendeu que a água seja devolvida à esfera pública, que se valorize a cultura, a participação e a identidade de quem vive no concelho.

Nesta campanha, o Bloco de Esquerda  volta a desafiar o modelo de cidade-negócio dos últimos executivos e quer continuar a dar corpo às lutas da cidade e transformar a esperança em política concreta.

Susana Constante Pereira

A coligação Liberdade junta no Seixal o Bloco de Esquerda e o Livre para as eleições de domingo. Nesta entrevista com Nurin Mirzan, a candidata à Câmara resume os temas fortes da campanha.

Sérgio Lourosa Alves, da coligação Almada em Comum, sublinhou como cada conversa construiu um programa que passa por “habitação digna, ambiente, cultura, igualdade, desenvolvimento económico e participação”. Mariana Mortágua quer evitar que anos de má governação da autarquia tenham por oposição apenas a direita e extrema-direita.

Mário Camões, candidato à Câmara de Castelo Branco pela coligação Esquerda Livre, contesta a política de “atração de qualquer tipo de investimento sem critério” e quer que a autarquia passe a ser “a força motora de transformação do modelo económico”.

João Vasconcelos encabeça a candidatura que junta o Bloco, Livre e muitos cidadãos independentes. O antigo vereador bloquista diz que a coligação é a única força que quer travar os megaprojetos imobiliários de luxo que vão trazer mais atentados ambientais a Portimão. 

Mariana Mortágua e Rui Tavares estiveram em Oeiras com a vereadora Carla Castelo e o seu movimento de cidadãos para apontá-lo como a “inspiração” para as coligações que os dois partidos formaram em muitos concelhos.

Após quatro anos de “inércia” da maioria absoluta do PS e sem representação do Bloco na vereação, Helena Pinto quer recuperar esse lugar e traz medidas concretas para inverter o rumo de uma gestão camarária “sem ambição e sem brio”. 

“Não basta celebrar a diversidade, é preciso garantir direitos e combater desigualdades”, afirmou Tânia Russo, candidata bloquista à Câmara de Sintra.

Em Aveiro, PSD/CDS e PS têm seguido o mesmo modelo de desenvolvimento: unidos quando é preciso vender terrenos públicos para habitação privada de luxo e unidos no uso da despesa pública para promover a gentrificação. 

Nelson Peralta

João Martins, candidato da lista “Bloco + Livre +…” à Câmara de Vila Nova de Gaia, diz que a eleição de um vereador da coligação reforça o papel fiscalizador dentro do executivo que no mandato anterior foi abalado por casos na justiça.

A cabeça de lista da coligação Viver Lisboa considera que o atual presidente da autarquia lisboeta falhou na habitação, higiene urbana e mobilidade da cidade. Num jantar-comício que reuniu mil apoiantes, apresentou medidas urgentes para os primeiros 30 dias de governação.

“Fazer Cidade” é o mote da candidatura do Bloco de Esquerda em Braga, o concelho que mais cresceu em população nos últimos anos e que não viu esse crescimento acompanhado do aumento das respostas nas principais políticas públicas.