Autárquicas 2025

Num piquenique no Parque da Comenda, ameaçado de ser vedado ao uso coletivo, a cabeça de lista do Bloco em Setúbal, Daniela Rodrigues, vinca que partido “é força transformadora que garante que população pode continuar a fruir do espaço público” salientando ainda que a travessia para Troia dever ser contemplada no passe navegante.

Em Cascais, Marisa Matias e Rui Tavares juntaram-se à campanha da coligação Futuro em Comum. O cabeça de lista à Câmara acredita que há vontade para “um ênfase muito maior na qualidade de vida, no bem comum, em opções que protegem a natureza, que respeitam a cidadania, que permitam mais qualidade de vida para todas as pessoas”.

A candidatura do Bloco no Porto apresenta-se como alternativa a “um regresso do Rui Rio, na candidatura de Pedro Duarte” que quer uma “cidade pequena, conservadora, mesquinha e que odeia aos pobres” e “uma continuidade de Rui Moreira, provavelmente pior, na candidatura de Manuel Pizarro que “não terá problema em fazer coligações” com o Chega.

A coligação entre Bloco, Livre e PAN pretende dizer que “é possível haver uma política socialista que responda a toda a gente”, vinca Marisa Matias. Isabel Mendes Lopes vê nela uma alternativa à polarização que contamina até o PS que em Loures faz uma política “completamente desumana”.

Depois do presidente da Câmara de Lisboa ter dado o dito por não dito e não ter criado o fundo de apoio às vítimas, Alexandra Leitão, da Coligação Viver Lisboa, sublinha a sua “total falta de empatia”. Marisa Matias acrescenta que este está mais preocupado com a sua imagem do que com proteger quem vive em Lisboa.

Num comício na noite de sexta-feira, o cabeça de lista do Bloco à Câmara de Coimbra defendeu “utopias” como transportes públicos gratuitos, serviço municipal de cuidados, preservação do Choupal, habitação municipal não concentrada em guetos e a reabilitação da Baixa.

Tânia Russo visitou a Escola de Recuperação do Património de Sintra, na antiga Fábrica Melka em Agualva-Cacém, um exemplo de que “é possível investir em serviços públicos de qualidade”.

Bloco e Livre estão coligados em três concelhos da margem sul: Almada, Barreiro e Seixal. Esta quarta-feira, Joana Mortágua e Rui Tavares estiveram com estas candidaturas.

Catarina Martins participou este domingo numa iniciativa da coligação “Construir o Futuro em Loures” e elogiou o facto de haver partidos que se juntam “para não deixar que culpemos os mais pobres por uma crise que é de quem está verdadeiramente a assaltar os bolsos de quem trabalha com o preço da habitação”.

No debate televisivo entre candidatos à Câmara, Sérgio Aires criticou o modelo de cidade gentrificada do PSD, cujo candidato diz que a cidade “não deve ter mais gente”.

No debate autárquico de Lisboa, Alexandra Leitão definiu como objetivo estratégico ter 20% de habitação pública na cidade e acelerar a construção municipal para arrendamento acessível no início do mandato,

Na apresentação pública da candidatura, a vereadora independente Carla Castelo definiu o objetivo de aumentar o número de eleitos e obter representação em todas as freguesias. E lamentou que os restantes partidos intervenham sempre “com receio de incomodar o senhor presidente”.

As carências do concelho nos cuidados de saúde e a crise na habitação são dois dos temas que a candidatura autárquica do Bloco em Sintra promete sublinhar nesta campanha.

Na apresentação pública da candidatura da coligação Bloco/Livre em Almada, Sérgio Lourosa Alves definiu a habitação, mobilidade, gestão pública da água e participação dos munícipes como as suas prioridades para o mandato.

Coligação Bloco+Livre+… diz que Gaia não pode aceitar ser transformada “num laboratório de soluções improvisadas, onde se sacrifica a população para reduzir custos privados”.

Acusação com base em denúncias anónimas era falsa. Concelhia do Bloco/Nazaré diz que a situação “exige uma reflexão séria à esquerda”.

Candidatos e candidatas do Bloco de Esquerda disputam as autárquicas de 12 de outubro em 85 concelhos e 236 freguesias do país.

Nos dez primeiros candidatos nas listas do partido à Câmara do Porto, oito são independentes sublinhou Sérgio Aires que pensa ser “absolutamente fundamental que se vote nas forças que realmente representam os valores de esquerda” nestas eleições.

O partido lança a sua candidatura afirmando o acesso à habitação como o “problema central” do concelho mas não esquece prioridades como o combate à pobreza, acesso a saúde e educação, qualidade dos espaços públicos, direito a ambiente saudável e acesso a soluções de mobilidade gratuitas e de qualidade.

O partido candidata à Câmara o professor de educação especial Jorge Humberto Nogueira, apostando no reforço da oferta pública de creches e jardins-de-infância, numa saúde “com estruturas e serviços condignos” e na construção de habitação municipal acessível.