Está aqui

Líder da JS apoia regulação da canábis

Miguel Costa Matos defende que é preciso “substituir o tráfico pelo comércio e consumo seguros” e que o país deve “encarar a canábis sem complacência nem preconceitos”.
cnábis
Foto Don Goofy/Flickr

Nas vésperas de o debate sobre a regulação da canábis para fins recreativos regressar à Assembleia da República, com o agendamento da proposta do Bloco de Esquerda marcado para a próxima semana, o secretário-geral da JS escreve esta terça-feira um artigo no Público onde conclui que o país deve prosseguir “a legalização e regulamentação do cultivo, comércio e consumo da canábis”.

“É por uma legalização e regulamentação inteligente, e não por uma liberalização sem critério nem razão, que luta a Juventude Socialista”, afirma Miguel Costa Matos, acrescentando que se trata de uma “causa antiga da JS”.

“Para termos supervisão e fiscalização eficaz, importa assegurar controlo e segurança e adequar as regras a cada parte do processo, sob pena da continuidade de mercados subterrâneos. Devemos também evitar que este se torne em mais um oligopólio agrícola, permitindo o autocultivo limitado, enquanto garantimos uma regulação forte da transformação e marketing dos produtos, a fim de assegurar um consumo seguro, controlado e informado”, acrescenta o líder da Juventude Socialista.

Costa Matos enumera os países que já deram esse passo de avançar para a legalização do consumo e recorda a descriminalização do consumo que tornou a legislação pioneira na matéria há 20 anos. “Duas décadas depois, a legislação portuguesa já não é pioneira nem acompanha as necessidades do tempo”, prossegue o líder da JS, reconhecendo as limitações da medida hoje em dia. “É, pois, tempo de agir para proteger os portugueses e as nossas comunidades, substituindo o tráfico pelo comércio e consumo seguros e não deixando passar ao lado a oportunidade económica de cultivar e produzir canábis”, defende.

“Vinte anos depois da descriminalização e três desde a legalização para fins medicinais, Portugal deve encarar a canábis sem complacência nem preconceitos. Podemos e devemos, mais uma vez, liderar este caminho, prosseguindo a legalização e regulamentação do cultivo, comércio e consumo da canábis”, conclui o líder da JS.

Termos relacionados Política
(...)