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Laurinda Alves “estigmatizou” os sem-abrigo

A concelhia de Lisboa do Bloco critica as declaração da responsável pela pasta dos Direitos Sociais da autarquia que tinha afirmado na Assembleia Municipal que não deu bilhetes para pessoas sem-abrigo irem ao Rock in Rio porque “há situações de consumos” que podiam ser potenciadas.
Laurinda Alves. Foto da sua página de Facebook.
Laurinda Alves. Foto da sua página de Facebook.

A vereadora dos Direitos Sociais da Câmara Municipal de Lisboa declarou na reunião da Assembleia Municipal da passada terça-feira que tinha pensado pensado oferecer bilhetes para o Rock in Rio a pessoas em situação de sem-abrigo mas que desistiu porque “ficava complicado, nomeadamente porque há situações de consumos” que se poderiam “estar a potenciar”.

Estava-se nesse momento a falar do Dia Mundial do Refugiado e do convite feito pela organização do evento a um grupo de jovens refugiados para assistirem ao festival.

O Bloco de Esquerda da cidade de Lisboa reagiu esta quarta-feira através de um comunicado a estas afirmações. Para o partido, “as pessoas em situação de sem-abrigo, que se encontram numa situação de grande vulnerabilidade social, não precisam que a vereadora dos Direitos Sociais reitere o estigma e o preconceito que existe sobre elas”.

Acrescenta-se que estas pessoas “precisam de muito mais do que uma ida ao Rock in Rio”, sendo “evidente que faltam respostas estruturais e transversais que ultrapassem os preconceitos e o racismo, e garantam equidade no acolhimento”.

Assim, “são necessárias mais respostas de habitação para as pessoas em situação de refúgio” é fundamental aumentar a resposta de autonomização de pessoas refugiadas em Lisboa, assumindo a capital do país a sua responsabilidade no acolhimento de médio e longo prazo destas pessoas”, acrescentou.

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