A vereadora dos Direitos Sociais da Câmara Municipal de Lisboa declarou na reunião da Assembleia Municipal da passada terça-feira que tinha pensado pensado oferecer bilhetes para o Rock in Rio a pessoas em situação de sem-abrigo mas que desistiu porque “ficava complicado, nomeadamente porque há situações de consumos” que se poderiam “estar a potenciar”.
Estava-se nesse momento a falar do Dia Mundial do Refugiado e do convite feito pela organização do evento a um grupo de jovens refugiados para assistirem ao festival.
O Bloco de Esquerda da cidade de Lisboa reagiu esta quarta-feira através de um comunicado a estas afirmações. Para o partido, “as pessoas em situação de sem-abrigo, que se encontram numa situação de grande vulnerabilidade social, não precisam que a vereadora dos Direitos Sociais reitere o estigma e o preconceito que existe sobre elas”.
Acrescenta-se que estas pessoas “precisam de muito mais do que uma ida ao Rock in Rio”, sendo “evidente que faltam respostas estruturais e transversais que ultrapassem os preconceitos e o racismo, e garantam equidade no acolhimento”.
Assim, “são necessárias mais respostas de habitação para as pessoas em situação de refúgio” é fundamental aumentar a resposta de autonomização de pessoas refugiadas em Lisboa, assumindo a capital do país a sua responsabilidade no acolhimento de médio e longo prazo destas pessoas”, acrescentou.