A administração da RTP prepara um novo plano de rescisões que abrange 200 trabalhadores, a somar aos cerca de cem que saíram da empresa no ano passado através do plano de saídas voluntárias. Em comunicado, o Sindicato dos Jornalistas “opõe-se terminantemente à intenção da administração da RTP em proceder a mais um desmantelamento do serviço público da rádio e televisão de Portugal”.
O sindicato diz que este “é um ataque ao serviço público de jornalismo, com propostas de cortes de pessoas que tornam praticamente impossível fazer o trabalho diário, quanto mais cumprir com a exigência de qualidade que deve ser apanágio de qualquer serviço público”.
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Além do novo plano de rescisões, o Sindicato dos Jornalistas contesta também as sinergias que estão a ser preparadas “às escondidas dos trabalhadores e das organizações representativas dos trabalhadores, entre as redações de televisão e rádio, lembrando que as tarefas, as ferramentas e os tempos de trabalho são distintos”. E recorda o mau exemplo das sinergias entre as mesmas redações realizadas em 2012, concluindo que “não é possível fazer bom jornalismo com menos pessoas e menos meios”.
Referindo os elogios da administração ao serviço noticioso da Antena 1 durante o apagão de abril de 2025 e das tempestades da última semana, o sindicato diz que de nada servem esses elogios quando a administração “não respeita os seus trabalhadores e a sua marca per si, pretendendo aglutiná-la com a RTP”.