Sergio Mattarella, presidente de Itália, convidou Carlo Cottarelli, ex-diretor do FMI, para assumir o papel de primeiro-ministro e formar governo em Itália. O convite foi feito esta segunda-feira, dia 28 de maio, um dia após a rejeição da proposta feita pela Liga e pelo Movimento 5 Estrelas. A possibilidade de os dois formarem um executivo inédito em Itália, quase três meses após as eleições, tornou-se inexistente este domingo, quando Mattarella rejeitou a escolha de Savona para ministro das Economias e das Finanças.
Neste momento, o Movimento 5 Estrelas pondera avançar com um processo de destituição de Mattarella. “Não se pode formar um Governo em Itália sem o aval de Berlim, Paris e Bruxelas. É uma loucura. Peço à população italiana que continue connosco, porque quero devolver a democracia a este país”, disse Di Maio aos jornalistas.
A nomeação de Cottarelli não deverá ser aprovada pelo Parlamento. Liga e M5S já deram a entender que não darão o voto de confiança necessário à constituição do novo governo, posição também assumida pela Força Itália. Assim, parece inevitável um cenário de novas eleições.