Gaza

Israel está a cometer genocídio, acusa a maior autoridade académica sobre o tema

02 de setembro 2025 - 10:51

Numa resolução aprovada no domingo, a Associação Internacional de Académicos de Genocídio confirma que as políticas e ações israelitas em Gaza preenchem a definição legal de genocídio.

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Menina passeia junto a edifícios destruídos no campo de refugiados de Jabalya, no norte da Faixa de Gaza
Menina passeia junto a edifícios destruídos no campo de refugiados de Jabalya, no norte da Faixa de Gaza. Foto de Mohamed Saber/EPA

A Associação Internacional de Académicos de Genocídio (IAGS) aprovou por uma larga maioria de 86% uma resolução a afirmar que as políticas e ações de Israel em Gaza vão ao encontro da definição legal do crime de genocídio que consta no Artigo II da Convenção da ONU de 1948 para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio.

Em declarações ao Guardian, a presidente da IAGS, Melanie O’Brien, afirmou que esta resolução é “uma afirmação definitiva por parte de especialistas na área dos estudos sobre o genocídio que o que se está a passar no terreno em Gaza é genocídio”.

A resolução acrescenta ainda a declaração de que aquelas ações constituem crimes de guerra e contra a humanidade e apela ao governo de Israel para aplicar as medidas provisórias do Tribunal Internacional de Justiça e parar imediatamente todas as ações contra os palestinianos em Gaza, incluindo os ataques deliberados contra civis e crianças, a fome e privação de ajuda humanitária, água, combustível, a violência sexual e o deslocamento forçado das populações.

Aos estados que integram o Tribunal Penal Internacional, os académicos apelam a que cumpram com as suas obrigações, cooperem com o Tribunal e entreguem qualquer indivíduo sujeito a um mandado de detenção.