Um ataque de artilharia turca atingiu esta quarta-feira um empreendimento turístico em Parakh, na província de Dohuk, na região autónoma curda do norte do Iraque, causando oito mortes e mais de 23 feridos.
Os ataques do exército curdo são frequentes na região e dirigem-se aos militantes curdos, sobretudo aos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, o PKK. Desta feita as vítimas foram turistas vindos sobretudo do sul do Iraque para escapar ao calor.
O Primeiro-Ministro iraquiano, Mustafa al-Kadhimi, reagiu fortemente no Twitter ao sucedido escrevendo que “mais uma vez, as forças turcas cometeram uma violação da soberania do Iraque explícita e flagrante. Este ataque brutal sublinha o facto da Turquia ignorar as contínuas exigências do Iraque para que não viole militarmente o território iraquiano e não ataque as vidas do seu povo”. Segundo ele, o país reserva-se o “direito pleno de responder” e de responsabilizar os “agressores”.
Por sua vez, o ministro turco dos Negócios Estrangeiros tentou sugerir que tinham sido os próprios curdos a realizar o ataque, afirmando que “se considera que tais ataques, cujos alvos são civis inocentes, são organizados pela organização terrorista, visam atingir a postura justa e determinada do nosso país na luta contra o terrorismo”.
Desde 17 de abril que o governo de Erdogan lançou mais uma operação militar no norte do Iraque, a que chamou Claw Lock, com o suposto objetivo de criar uma “zona de segurança” para os refugiados sírios que entram na Turquia. Para além dos bombardeamentos e dos ataques de artilharia, as forças turcas invadiram também território do país vizinho com forças especiais.
Desde então, o governo iraquiano tem reclamado sobre as “contínuas” violações da sua integridade territorial “sem qualquer base legal ou acordo”, nas palavras de Ahmed al-Sahaf, porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros do país.
Israel atinge Damasco
Na madrugada desta sexta-feira, um ataque das forças armadas israelitas casou vários mortos e feridos entre soldados sírios.
O ministério da Defesa da Síria emitiu um comunicado no qual alega ter intercetado ainda vários outros mísseis lançados a partir dos montes Golã, contabilizando as baixas sofridas em três mortos e sete feridos.
O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, por outro lado, diz que o número de mortes é de seis, havendo ainda dez feridos. Esta organização dá conta que os alvos terão sido instalações dos serviços de informações da Força Aérea e o gabinete de um oficial superior sírio e que um “depósito de armas iranianas” ficou destruído.
Também no caso deste conflito os ataques ao Estado vizinho são frequentes. Desde o início da guerra civil na Síria, em 2011, Israel tem bombardeado alvos do governo sírio mas também guerrilheiros do Hezbollah e de vários outros grupo apoiados pelo Irão.